Braga, sexta-feira

A arte de escrever novos mundos

Regional

15 Julho 2021

Joana Russo Belo Joana Russo Belo

"Aquorea" é o primeiro romance de M. G. Ferrey, com a chancela de uma das mais prestigiadas editoras mundiais, a "Penguin Random House". Uma cativante história de fantasia, amor e mistério apresentada na Feira do Livro de Braga.

Mergulha num novo mundo. Dois mundos. Duas escolhas. Um trunfo. Uma adolescente comum. Um guerreiro subaquático. Uma ligação mágica que eles não querem permitir... nem resistir.

Mergulhar em ‘Aquorea’ é entrar numa história de fantasia, numa exótica e milenar comunidade, que prosperou milhares de metros abaixo do nível do mar, mas também numa história de amor e mistério. No primeiro romance de fantasia - um género ainda com pouca tradição literária em Portugal - a escritora M. G. Ferrey leva os leitores a um mundo recheado de imaginação, cativante, sobretudo, para o público jovem.

“Este livro é sobre uma rapariga, Ara, que encontra o sentido da sua vida no sítio onde menos espera. No dia em que morre é que começa, realmente, a viver. É um livro de fantasia, para jovens adultos, onde as coisas mais fantásticas, inimagináveis e muitas vezes dolorosas, acontecem às personagens”, contou a escritora, que se inspirou no mar e na paixão pelo desconhecido.

“Sempre gostei muito de escrever e ler e, há uns anos, estava a passear na praia com a minha mãe, estávamos a divagar e pensámos: e se déssemos um mergulho no mar e encontrássemos um mundo subaquático? A minha mãe disse-me de imediato: vais escrever sobre isso”, recordou a escritora residente em Braga, revelando que bebe muito da própria imaginação.

“Leio muito, vejo muitas séries e filmes e tenho uma imaginação muito fértil, o que é bom para os detalhes que cativam os leitores. Adoro cinema, séries de ficção e o próprio dia-a-dia inspira-me, o trabalho, o convívio com as pessoas, é aí que busco inspiração para pequenos detalhes. Adoro viajar, conhecer e aprender a fazer coisas novas. Talvez, por isso, a criação de novos mundos me fascine tanto”, frisou.

M. G. Ferrey diz ser “fascinante” assistir às diferentes formas de os leitores entenderem os personagens - “a partir do momento que lançamos um livro ele adquire uma vida própria, ou melhor, várias vidas, tantas quantas as pessoas que o leem” - e não esconde uma certa surpresa pelo feedback “muito positivo”.

“Não estava a contar com esta aceitação, porque é o meu primeiro livro e sou uma autora desconhecida. Mas este tipo de livro não é muito comum em Portugal e joga a meu favor”.

Por enquanto, o caminho é a escrita da fantasia, mas não só. “A fantasia escolheu-me a mim, escrevi 560 páginas sem ter lido nenhum livro de fantasia, julgo que nasceu pelo meu gosto por séries, filmes e a imaginação a fabricar ideias. Tenho outras coisas na gaveta. Para já, estou a escrever o segundo livro da série, que sai para o ano”, rematou.

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