Braga, sexta-feira

"A Casa de Ximena" marca comemorações dos 50 anos da Gonçalo Sampaio

Regional

23 Junho 2021

Lurdes Marques Lurdes Marques

Celebrações 50.º aniversário da escola sede do agrupamento Gonçalo Sampaio iniciaram a 1 de Junho e estendem-se pelo próximo ano letivo. O lançamento do conto A Casa de Ximena é momento alto dos festejos.

O Agrupamento Gonçalo Sampaio apresentou, ontem, a ‘Casa de Ximena’, naquele que é um dos pontos altos das comemorações do cinquentenário da escola sede daquele agrupamento. A obra é o culminar do trabalho desenvolvido ao longo dos últimosdois anos pelos alunos da turma C do oitavo ano.


A narração, transformada em livro, surgiu no âmbito de um Domínio de Autonomia Curricular, proposto pelos encarregados de educação da, então, turma C do sétimo ano, numa visita de estudo a Guimarães: Dom Afonso Henriques vivo, ontem e hoje”, explica na obra a directora de turma, Ana Lages, adiantando que o conto, escrito em tempo de pandemia, tornou-se palco para a dinamização do trabalho interdisciplinar.


“A diversidade das temáticas abordadas permite o reforço e o enriquecimento das aprendizagens essenciais nas diversas áreas”, acrescenta a directora de turma.


A produção do livro envolveu alunos, pais, encarregados de educação e professores de todas as disciplinas no ano lectivo 2020/2021. O objectivo era, de acordo com os responsáveis, familiarizar os alunos com o processo criativo de um livro. Tudo começou com um texto de base escrito por um dos encarregados de educação – José Abílio Coelho. Ao texto base, que no livro surge na cor preta, os alunos foram acrescentando, cada um com a sua cor, ideias ao texto inicial. “O livro resulta do trabalho colaborativo entre pais, alunos e professores, uma experiência que, pela forma como envolveu todos os actores em torno de um projecto comum, evidencia, de forma inquestionável, o poder da congregação de esforços para a qualidade dos resultados alcançados”, refere na abertura da obra a directora do Agrupamento Gonçalo Sampaio, Luísa Rodrigues Sousa Dias, acrescentando que a obra “provoca a reflexão sobre alguns dos pesadelos que assombram o mundo em que vivemos, trazendo a lume as fraquezas da sociedade, o que justifica que perseveremos no propósito de unir esforços para criar as condições necessárias para que seja mudada, o que acreditamos poder alcançar investindo nas novas gerações, incutindo-lhes valores que garantam o surgimento de um futuro melhor, para todos”.


“Aquilo que somos não é obra do acaso, resulta da forma como nos ensinaram a respeitar alguns princípios basilares da formação de qualquer ser humano. O conhecimento da nossa história, dos feitos daqueles que lutaram para que pudéssemos viver, com direito ao livre arbítrio, com o privilégio de contribuir para a implementação de mudanças que potenciam a evolução de uma sociedade, ainda tão imbuída de sentimentos tão vazios de gestos altruístas, tem, efectivamente, um peso determinante na formação de uma geração. “Que os valores presentes na vossa história vos permitam fazer a diferença, marcando o vosso caminho pela forma como lidareis com os desafios”, finalizou.

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