Braga, quarta-feira

À espera de mais Lobitos e Exploradores

Regional

08 Novembro 2020

Redação

CAMPANHA de angariação de novos elementos vai avançar, já que o Agrupamento n.º 426 - Lamaçães não tem Lobitos e tem apenas dois Exploradores. Na próxima semana retomam as reuniões, estando agendadas actividades ao ar livre de um dia.

O Agrupamento n.º 426 - Lamaçães celebrou o 47.º aniversário na passada quarta-feira. E apesar de ter sido sempre um agrupamento com poucos elementos, os dirigentes estão a preparar uma campanha para cativar Lobitos (crianças dos 6 aos 10 anos) e Exploradores (10 aos 14 anos). “Somos uma freguesia com muita população, mas as pessoas não têm ligação à terra e, por isso, sempre tivemos poucos elementos”, lamentou o chefe de agrupamento, Joaquim Matos.

Para além de uma boa parte da população não ser natural de Lamaçães e, por isso, “não tem ligação à freguesia”, Joaquim Matos destaca ainda o facto das reuniões dos escuteiros serem aos sábados e a catequese ser ao domingo. “O certo é que muitas famílias de Lamaçães levam os filhos ao sábado à reunião dos escuteiros, catequese e eucaristia a freguesias vizinhas. Assim, fazem tudo no mesmo dia”, atirou.

O confinamento “não foi fácil para ninguém”, mas o Agrupamento de Lamaçães conseguiu “manter contacto” através das redes sociais com todos os elementos. “Apenas os Caminheiros (jovens dos 18 aos 22 anos) é que podiam fazer alguma coisa e acabamos por fazer a assistência à freguesia sempre que foi necessário”, assegurou o chefe de agrupamento.

Joaquim Matos adiantou ainda que “até agora”, os dirigentes estiveram a trabalhar com os Caminheiros, estando previsto arrancar para a semana as reuniões com os Exploradores e os Pioneiros (dos 14 aos 17 anos). “Estivemos a preparar a sede, que fica no salão paroquial da fre- guesia, que também acolhe a catequese”, contou o dirigente.

Durante estes últimos meses, o agrupamento não perdeu nenhum elemento e isso “é prova” que o escutismo “faz cada vez mais falta” e Joaquim Matos foi peremptório: “faz muita falta para a freguesia, mas também para nós escuteiros”.

Dadas as circunstâncias actuais, o agrupamento decidiu só apresentar o Plano de Actividades até ao próximo mês de Dezembro. “Não sabemos o que vai acontecer e, por isso apenas marcamos pequenas saídas de um dia na freguesia”, revelou o chefe de agrupamento, admitindo que todas essas pequenas actividades serão informadas à Junta de Núcleo de Braga.

“Estamos a começar aos poucos para também tentar perceber a reacção dos miúdos”, constatou Joaquim Matos, defendendo que se têm de fazer, pelo menos, pequenas saídas “porque o escutismo não é fazer reuniões com os miúdos fechados numa sala”.

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