A união faz a força

Desporto

08 Julho 2021

Joana Russo Belo Joana Russo Belo

GDR Ribeira do Neiva tem uma nova direção, presidida por Diogo Pereira. Missão passa por voltar a unir o clube com um lema claro, assumido nos últimos anos: a união faz a força. Depois de um ano de paragem, clube volta à ação.

Depois de mais de um ano sem actividade - fruto da pandemia da Covid-19 - a direcção do Grupo Desportivo e Recreativo Ribeira do Neiva tem um objectivo claro para a nova temporada 2021/22: “voltar a unir o clube”. Diogo Pereira tomou posse, recentemente, como novo presidente da direcção do clube e foi o convidado do programa Fórum Desporto da Rádio Antena Minho, para levantar o véu sobre a preparação da nova época e dos projectos para o futuro.

“Partimos com o objectivo de voltar a unir o clube, o clube esteve parado cerca de um ano e meio derivado à pandemia, era objectivo claro voltar a retomar a formação, que começou a trabalhar no início do mês de Junho, com uma adesão muito grande, que nunca imaginei. De seguida, pegámos na equipa sénior, convidámos o mister Zequinha para voltar a assumir o clube, ele aceitou, e vamos juntos tentar colocar novamente o Ribeira do Neiva na Divisão de Honra da Associação de Futebol de Braga”, explicou o presidente, lembrando a “decisão difícil” tomada em 2020 de não inscreverem a equipa sénior na AF Braga, numa tomada de posição desde a primeira hora contra a retoma dos campeonatos e que teve como consequência a descida de divisão.

“Foi uma decisão difícil tomada pela anterior direcção, eu já era vice-presidente do clube, mas primeiro está a saúde e depois o clube. Sabíamos que íamos correr um risco grande, estamos cá para assumir as consequências, fomos penalizados, agora há que levantar a cabeça e voltar ao trabalho”, revelou o dirigente.

Para Diogo Pereira, fechar as portas foi, “sem dúvida”, a melhor decisão para o futuro do GDR Ribeira do Neiva: “olhámos para os campeonatos e todas as equipas que retomaram não tiveram grande vantagem, com tantas paragens que ocorreram, não vejo qual foi a melhoria, nem o objectivo da associação manter os campeonatos no activo. São posições de cada direcção, a nossa foi esta e há que assumir”, acrescentou o responsável.

Num ano tão atípico e difícil para a sustentabilidade dos clubes regionais - sem formação, sem receitas de jogos e sem público nas bancadas - Diogo Pereira mantém a mesma opinião desde o início do primeiro confinamento: a AF Braga não deveria ter retomado as competições.

“A minha opinião pessoal mantém-se, não deviam ter retomado os campeonatos, não adiantaram nada com isso, andou tudo meio perdido ao longo da época, num pára/arranca constante e com consequências para os clubes. Já não queria falar a nível financeiro, porque não é a mim que compete fazer essa análise, mas, no nosso caso, foi uma das coisas que pesou para o nosso abandono, para além claro, da questão de saúde em primeiro lugar”.

O GDR Ribeira do Neiva “esteve totalmente fechado” durante o último ano, tendo agora, aos poucos, começado a voltar a uma certa normalidade: “reabrimos há um mês o clube, primeiro com o bar e depois com os treinos dos escalões de formação, temos cerca de 90 meninos, com todos os cuidados e cumprindo as regras. Fizemos testes a todos os atletas e temos em conta todos os requisitos da Direcção-Geral da Saúde”.

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