Braga, sábado

Academia eSport nasce para ajudar a regulamentar a modalidade

Diversos

12 Agosto 2020

Redação

Em Outubro, a Associação Cidade Curiosa vai avançar, na Ludoteca da Estufa, em pleno Parque da Ponte, com a Academia eSport. Para além de querer ajudar a regulamentar, a formação e a criação de uma Liga Escolar são os principais objectivos.

‘Counter-Strike: Global Offensive’, ‘Fortnite’, ‘League of Legends’, ‘Overwatch’, ‘Heroes of the Storm’ e ‘Starcfrat’ são apenas alguns dos jogos electrónicos com mais fãs, jogadores, equipas e patrocinadores no mundo. E em Portugal não é excepção. Por isso, a Associação Cidade Curiosa vai avançar, em Outubro, com a Academia Esport (jogos electrónicos) na Ludoteca da Estufa, situada no Parque da Ponte. Para além da formação e de criar a Liga Escolar, o principal objectivo é mesmo lutar pela regulamentação desta modalidade.

“Esta modalidade está a ter um enorme crescimento e está carente de regulamentação. Temos, como associação juvenil, chamado a atenção e enviado missivas para várias entidades. Já está em estudo no Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e no Ministério do Desporto, mas é preciso acelerar este processo e uma das coisas que pretendemos fazer com esta academia é ajudar a regulamentar o eSport em Portugal”, assegurou Alberto Pereira, responsável da Associação Cidade Curiosa.


Esta modalidade já “mexe” com muitos jovens e até já estão a ser criados cursos superiores ligados aos eSports, por isso, “falta criar regulamentação urgente para este desporto ou actividade, como decidirem chamar-lhe”.


Por isso, Alberto Pereira espera que esse seja um dos papéis da academia. “Não podemos continuar à margem, porque temos muitos jovens ligados a esta modalidade. Portugal já merece pela dimensão e pelo número de jovens envolvidos uma regulamentação dos eSports”, pediu.

O papel da Associação Cidade Curiosa é “ajudar que essa regulamentação avance de forma consistente e organizada”, porque um jovem “não pode praticar uma modalidade de forma tão intensa, mas quase marginal”.
Portugal participa, a partir do próximo dia 17 de Agosto no campeonato europeu de eSport com duas equipas. “Estes jovens vão participar, mas o país deles ainda não os admite como atletas e isso é muito estranho”, lamentou Alberto Pereira, confidenciando que a associação ainda não tem nenhuma equipa porque “há a necessidade de uma urgente regulamentação”.
O responsável da Associação Cidade Curiosa foi peremptório: “não podemos ter uma equipa a praticar uma modalidade que não está regulamentada e temos é que ajudar a regulamentar, por isso, esta academia será o ponto chave para ajudar a criar essa regulamentação e para que o meu país aceite uma pessoa que queira fazer desta modalidade profissão, quer seja como jogador, árbitro ou até analista”.

Associação à espera do ‘sim’ de parceiro

O Município de Braga já alocou a verba necessária para avançar com a Academia eSport, estando agora a Associação Cidade Curiosa a ultimar o negócio com o parceiro com o objectivo de acompanhar também o processo de promoção e de criação de eventos.


“Será uma academia com treinadores, inscrições e horários próprios”, adiantou Alberto Pereira, responsável daquela associação, anunciando ainda que se pretende criar uma Liga Escolar de eSport, onde as finais deste desporto competitivo se realizarão na própria gamebox da Ludoteca da Estufa.

Depois de “sondar” os mais novos nas escolas e todos aqueles que têm participado nos jogos de tabuleiro, actividade que está a decorrer na Ludoteca da Estufa, os responsáveis da Associação Cidade Curiosa decidiram avançar com mais este projecto.


“Parecem dois espaços muito distintos, a parte dos jogos de tabuleiro e depois os jogos digitais, mas o certo é que se fundem num só”, explicou Alberto Pereira, referindo que “o público é o mesmo, há muitos pais que gostam dos eSports e muitos jovens que gostam dos jogos de tabuleiro”.

Por isso, estes dois mundos “vão fazer a simbiose perfeita” na Ludoteca da Estufa e “quando estiver tudo a funcionar a 100% vai ser um espaço ainda melhor do que aquilo que já é”.


Com esta ‘modalidade’ a crescer e o trabalho já realizado pela Federação Portuguesa do Desporto Electrónico, a associação “não pode ficar atrás e decidiu dar essa oferta à população mais jovem”.


A academia terá 10 postos para 10 jogadores e espaço para os respectivos treinadores darem formação na área.

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