Braga,

Academia muda regras e quer Óscares mais inclusivos e representativos

Diversos

09 Setembro 2020

Lusa

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos vai exigir requisitos de inclusão e diversidade às obras que se candidatem ao Óscar de melhor filme, foi hoje anunciado.

A decisão será posta em prática entre 2022 e 2024, e é justificada pela Academia pela vontade de que os Óscares - os prémios norte-americanos de cinema - espelhem "a diversidade da população global" tanto do lado de quem trabalha na indústria cinematográfica, como da parte dos espectadores.
 

"A Academia está empenhada em ter um papel vital em tornar isto realidade. Acreditamos que a inclusão daqueles padrões impulsionará uma mudança essencial e duradoura na nossa indústria", afirmaram os responsáveis da organização, David Rubin e Dawn Hudson.
 

A título de exemplo, para se candidatar a uma nomeação na categoria de 'Melhor Filme', uma obra terá de ter pelo menos um ator ou atriz principais de etnias subrepresentadas, como asiática, hispânico, afroamericano ou nativo americano; o elenco secundário terá de ter, pelo menos, 30% de mulheres, LGBTQ+ ou pessoas com incapacidades, e devem estar também representados, de alguma forma, no argumento.
 

Segundo a academia, para as edições de 2022 e 2023 dos Óscares, já será exigido um documento, confidencial, sobre requisitos de inclusão para todos os que quiserem candidatar-se, mas só a partir de 2024 é que esses requisitos serão considerados para elegibilidade naquela categoria.
 

Nos últimos anos a academia tem tentado mostrar-se mais aberta à diversidade racial, depois de duras críticas de falta de representatividade de minorias étnicas, de exclusão de mulheres entre nomeados e de falta de diversidade de género nos Óscares.
 

Por causa da pandemia da covid-19, a cerimónia de 2021 dos Óscares foi adiada de fevereiro para 25 de abril, e o anúncio dos nomeados realizar-se-á a 15 de março.
 

O prazo de elegibilidade dos filmes para os Óscares, em termos de estreia em salas norte-americanas, também foi alterado, estendendo-se agora ao dia 28 de fevereiro de 2021, indo além do limite habitual de 31 de dezembro.
 

As alterações devem-se ao impacto da pandemia da covid-19 na indústria cinematográfica não só norte-americana como global, que levou ao encerramento de salas de cinema, à suspensão de estreias de novos filmes e ao adiamento de produções cinematográficas.

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