Braga, sábado

ACB diz que a substituição do lay-off simplificado pode ter efeito perigoso

Regional

17 Agosto 2020

Redação

Director geral diz-se preocupado com o facto de muitas empresas terem sido obrigadas a fazer regressar os seus colaboradores sem terem registo de actividade que o justifique. Rui Marques adianta que a maioria utilizou a medida com muita correcção.

A Associação Comercial de Braga (ACB) discorda das alterações que o Governo efectuou nas medidas de apoio às empresas por causa da Covid, nomeadamente a substituição do lay-off simplificado que desde o início do corrente mês só é aplicado às empresas que permanecem encerradas por imposição legal. Os responsáveis da ACB defenderam em várias ocasiões a continuidade da medida como forma de auxiliar as empresas que ainda não tinha um volume de negócio que justificassem o regresso ao activo dos seus colaboradores, mas o apelo não foi atendido. “Discordámos da alteração que foi efectuada”, admite Rui Marques ao CM, argumentando que, de uma forma geral, as empresas utilizaram os mecanismos de ajuda que foram desenvolvidos pelo Estado “com muita correcção”, contrariando as acusações que têm surgido de que o lay-off simplificado teria sido utilizado de forma abusiva por algumas empresas.
 

“Preocupa-nos o facto de empresas com equipas de recursos humanos com algum significado tenham feito regressar as pessoas sem que sejam para já necessárias, visto que não terem actividade económica que o justifique”, diz Rui Marques, considerando que a medida “pode ter um efeito perigoso”, mostrando-se atento à evolução dos números do desemprego. “Era muito mais desejável e sensato que se mantivesse um mecanismo semelhante ao do lay-off simplificado, embora concordássemos que era preciso introduzir alguns mecanismos de selecção”, prossegue a propósito o dirigente.
 

O apoio extraordinário à retoma progressiva, que entrou em vigor no início de Agosto, é o novo mecanisno governamental para apoiar a manutenção dos postos de trabalho que tenham, pelo menos, uma quebra de facturação de 40%.
 

No que diz respeito às medidas fiscais, Rui Marques classifica-as como positivas, mas admite que “não foram as que tiveram mais procura por parte das empresas”, ao contrário do lay-off, “a grande medida de apoio às empresas”.


Outra medida que teve uma boa relevância foi, segundo o director-geral da ACB, as linhas de crédito “na medida em que permitem introduzir liquidez na economia”.
 

“As primeiras linhas correram francamente mal, quer por terem sido mal desenhadas, quer por terem sido mal executadas por parte da banca”, diz o dirigente, problema que terá sido ultrapassado neste segundo pacote. “Temos agora uma dotação de mil milhões de euros exclusivamente para micro e pequenas empresas, com dotações específicas para cada entidade bancária parceira e não para as primeiras operações a chegar serem as primeiras a serem aprovadas como aconteceu anteriormente”, avança Rui Marques, esperando agora que as novas linhas sejam implementadas com “brevidade”, algo que também não aconteceu na primeira fase.

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