Braga, quarta-feira

ACB reclama chegada de apoios estatais para salvar empresas

Economia

07 Fevereiro 2021

Redação

Rui Marques, director-geral da Associação Comercial de Braga, constata alguns encerramentos e diz que apoios são urgentes para salvar empresas.

O director-geral da Associação Comercial de Braga (ACB), Rui Marques, diz que é preciso que os apoios do Estado cheguem rapidamente às empresas que estão encerradas e que sejam até “reforçados” a fim de evitar “incumprimentos” e de ainda ir a tempo de as salvar.


“As micro e pequenas empresas não conseguem aguentar muito mais tempo encerradas. E algo que é transversal ao sector é que as empresas com margens de comercialização mais baixas têm mais dificuldades”, alertou o responsável indicando que todos os sub-sectores relacionados com venda ao público estão com grandes dificuldades porque vivem da venda ao público e este, praticamente desapareceu com o confinamento devido à pandemia de Covid-19.
 

“É importante nesta altura que as empresas estão encerradas que os apoios cheguem o mais rapidamente possível à sua tesouraria para que as empresas não entrem em incumprimento”, frisa Rui Marques, apontando que os apoios estatais “esbarram” na burocracia.


Apesar dos apoios aos quais as empresas podem recorrer, seja ao nível da compensação das quebras de facturação a fundo perdido (através do programa APOIAR - para empresas com quebras superiores a 25% em 2020), seja ao nível de medidas de apoio ao emprego (através do Lay Off Simplificado ou do Apoio à Retoma Progressiva com parte do salário dos trabalhadores a ser suportado pela Segurança Social), o director-geral da ACB diz que “não é suficiente”.
 

 Indica, no entanto, que medidas como a flexibilização do pagamento do IVA e as moratórias bancárias ajudam a “aliviar” a tesouraria das empresas, mas não são suficientes porque as empresas continuam a ter responsabilidades quando as suas receitas estão reduzidas praticamente a zero.


“É que mesmo em regime de Lay Off, por exemplo, as empresas têm de suportar 20% dos custos das remunerações dos trabalhadores, os arrendamentos, seguros, serviços contratados, impostos e contribuições, etc. É uma equação matematicamente impossível”, diz.
 

Para Rui Marques “é essencial” que o nível de apoio seja “reforçado”. “Temos uma geração e apoios em vigor que estava desenhada para um período de retoma económica e, nós, neste momento, não estamos nesse período, pois neste momento voltámos à estaca zero. Estamos outra vez com uma crise muito significativa da economia e vamos perceber isso mesmo quando forem publicados os resultados do 1.º trimestre de 2021, que, estimo, que será novamente um trimestre com quebras muito acentuadas”.

Deixa o teu comentário