Braga, sexta-feira

Afonso VII de Leão e Castela e jogos didáticos assinalam Recontro de Valdevez

Regional

04 Julho 2021

 Filipa Ribeiro Filipa Ribeiro

Evento Reencontrar o Recontro regressou ontem ao concelho de Arcos de Valdevez, no Paço da Giela, para celebrar a Idade Média e o período do Recontro.

No primeiro fim-de-semana de Julho, como é habitual, ocorre a recriação histórica do Recontro de Valdevez de 1141, no Paço da Giela do concelho, com o evento ‘Reencontrar o Recontro”‘.

No momento de abertura foi apresentada a escultura com a figura real do imperador Afonso VII de Leão e Castela, feita de poliestireno e revestida de fibra de vidro de alta resistência.

“É um bom momento para falarmos em cooperação, parceria e envolvimento de todos e, por isso, não poderíamos deixar de também assinalar o outro lado dos Arcos de Valdevez, que fala-nos de juntarmo-nos em prol do futuro e em que os dois reis nos deram exemplo disso, em que trataram de resolver os assuntos que tinham e, mais tarde, dar origem àquilo que seria a Independência de Portugal, e por isso, se no ano passado nós tivemos aqui uma estátua a relembrar D. Afonso Henriques, este ano temos aqui uma estátua a relembrar Afonso VII”, frisou o presidente da Câmara Municipal dos Arcos de Valdevez, João Manuel Esteves. Obras realizadas por um artista local, Nuno Mokuna, ajudam a compor o futuro parque de figuras e elementos relacionados com o Recontro e com o século XII.

Foram também apresentados dois jogos didáticos de montagem em papel sobre o Paço de Giela e sobre o primeiro rei de Portugal, momento dedicado à comunidade mais jovem que pode aprender mais sobre o contexto histórico, sobre o monumento nacional desde 1910 e sobre um dos mais importantes monarcas portugueses. O primeiro dia terminou com animação da época e com uma visita à mostra de arte e ofícios da época, como utensílios de cozinha, mostra de armas militares, um monge a escrever, homens a treinar e artesãos. Quem visitou a cerimónia neste dia teve direito a um elemento comemorativo e simbólico. De referir que o concerto do grupo ‘Albaluna’ não aconteceu uma vez que três, dos seis elementos, testaram positivo à Covid-19.

Ao longo do dia de hoje, ocorrem mais actividades ligadas à Idade Média, desde jogos de mesa medievais, treino de armas, escrita medieval e recriação de episódios históricos a danças cristãs e música medieval.

“Em 2019 chegaram aqui a estar umas milhares de pessoas neste recinto”, referiu o presidente da câmara, mas por razões de saúde pública, o evento não pode ainda ser concretizado em plenitude no presente ano. No entanto, o presidente deixa claro, “fazemos numa versão bastante mais reduzida, mas acima de tudo, o espírito daquilo que nós queríamos era não deixar de se fazer”.

Numa versão mais reduzida e em dois dias, o Município fez “um programa em que as pessoas podem vir ao Paço de Giela, desde os mais pequeninos aos mais graúdos”. João Manuel Esteves apelou para que a comunidade não tivesse receio e retornasse ao Paço da Giela, afirman- do que “é um contributo pela cultura, um contributo de força de identidade, enquanto arcuenses”.

O presidente mantém a esperança de que já no próximo ano seja possível a efectiva concretização do evento, dado que o factor diferencial do concelho ser “exatamente a cultura e, sem dúvida alguma, em Arcos de Valdevez podemos dizer que somos uma parte fundamental da fundação da nacionalidade portuguesa”.

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