Braga, sexta-feira

'Ainda estamos preocupados com os números da Covid-19'

Regional

04 Fevereiro 2021

Redação

Victor Mendes, presidente da Câmara de Ponde de Lima, mostra-se preocupado e apreensivo com a situação epidemiológica do concelho, que regista perto de 900 casos activos e já conta 52 mortos.

Apesar de nos últimos dias se registar uma tendência para o decréscimo de novos casos de Covid-19, a verdade é que a situação epidemiológica no concelho de Ponte de Lima continua a ser preocupante.

Quem o assume é o presidente da Câmara Municipal, Victor Mendes, que se mostra “apreensivo” com as consequências da pandemia não só para a saúde, mas também para a área social e economia.

“Estamos com números que ainda nos preocupam e estamos apreensivos face ao evoluir da situação”, explica o edil, em entrevista ao ‘Correio do Minho’, especificando que “apesar de nos últimos dias haver uma tendência para o decréscimo de novos casos”, a verdade é que Ponte de Lima ainda tem um índice de incidência a 14 dias de novos casos “muito significativo”. O concelho integra actualmente a lista de concelhos de risco extremamente elevado para a Covid-19, como aliás todos os concelhos do Alto Minho.

Victor Mendes destaca ainda que o número de casos activos da comunidade “também é muito significativo”. Os dados revelados pela ULSAM no início da semana mostram que no dia 1 havia 838 casos activos. “É um número muito grande”, alerta.

O autarca nota ainda que o concelho tem um número expressivo de mortes associadas à infecção pelo novo coronavírus. São já 52 os limianos que perderam a vida tendo Covid-19, facto que deixa “triste” o autarca.

“É, portanto, um panorama que ainda não nos deixa descansados”, sintetiza Victor Mendes, sustentando que “é importante manter o confinamento e que todos os cidadãos respeitem as orientações da Direcção-Geral da Saúde”.

“Esperamos que a tendência de descida de novos casos registada nos últimos dias se mantenha, mas não podemos baixar a guarda”, vinca.

O autarca considera que a população limiana “tem cumprido o confinamento”, sobretudo desde que que foi decretado o encerramento das escolas.

Considera mesmo que o encerramento das escolas, aliado ao aumento significativo de novos casos e de mortos foram os factores que levaram a população a perceber que a situação, tanto do concelho como do país, é muito grave, e que era necessário cumprir o confinamento.

Após um período “de relaxamento” ocorrido durante o Natal, o autarca considera que agora as pessoas estão “muito mais sensibilizadas e preocupadas”.

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