Braga, quarta-feira

Alto Minho desiludido com falta de mais passagens com a Galiza

Regional

06 Junho 2020

Redação

Autarca de Vila Nova de Cerveira diz estar completamente desiludido com os governos de Portugal e Espanha por desvalorizarem o impacto da reposição das fronteiras. A luta vai continuar, diz.

O presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira disse ontem estar “completamente desiludido” com os governos de Portugal e Espanha por “desvalorizarem” o impacto da reposição de fronteiras nos municípios portugueses e galegos banhados pelo rio Minho.

“Lamentamos a descoordenação dentro do governo e entre governos, mas lamentamos ainda mais a desvalorização que fazem da situação concreta da região de fronteira do rio Minho, sistematicamente prejudicada por políticas centralistas dos sucessivos governos que não atendem às justas reivindicações das populações de fronteira, ignorando ou desconhecendo a realidade local”, afirmou Fernando Nogueira numa nota enviada à imprensa.

O autarca, que é também vice- -director do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho, lamentou ainda o facto de o assunto não ter sido abordado na reunião do Conselho de Ministros, na quinta-feira.

“Estamos completamente desiludidos”, frisou.

Fernando Nogueira disse esperar “uma minimização desta injustiça” e reforçou que a luta dos municípios da raia vai continuar, “por ser justa”.

O controlo das fronteiras terrestres com Espanha está a ser feito desde as 23 horas do dia 16 de Março em nove pontos de passagem autorizada devido à pandemia de Covid-19.

Actualmente, no distrito de Viana do Castelo, a ponte nova sobre o rio Minho, que liga as cidades de Valença e Tui, é o único ponto de passagem autorizado para trabalhadores transfron- teiriços e transporte de mercadorias. A reabertura das fronteiras entre Portugal e Espanha está prevista para 1 de Julho.

Já o director do AECT Rio Minho, Uxio Benitez, citado na mesma nota enviada às redacções, sublinhou que, “mesmo que ambos os governos avancem ou não com o dia 22”, os dois países “estão a falar de abertura total das fronteiras com carácter geral para o turismo”.

“Os governos não entendem, nem conhecem que antes dessa abertura para os turistas estão os trabalhadores transfronteiriços e a cidadania transfronteiriça. Aquele trabalhador que tem que percorrer 100 quilómetros a mais ou aquele comerciante que não pode abrir porque não podem passar os seus clientes. Precisamos de uma solução imediata, pois esta é uma situação injusta”, sustentou.

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