Braga, quarta-feira

André Coelho Lima teme gripe no tecido económico do distrito

Regional

16 Dezembro 2019

Redação

Deputado do PSD, convidado do programa Da Europa para o Minho, entende que as empresas da região estão já a sofrer dos ventos de instabilidade económica.

O deputado do PSD, André Coelho Lima, teme consequências a nível do tecido económico no distrito de Braga de um eventual período de “instabilidade económica”. Ao programa ‘Da Europa para o Minho’, da Rádio Antena Minho, o parlamentar declarou que “se os ventos de instabilidade económica, de insustentabilidade do próprio Estado, começarem a trazer gripes e constipações, nós vamos ser os primeiros a constiparmos”, relevando o fecho de algumas empresas no distrito nos últimos meses.

“Não falámos disto na campanha eleitoral e passou a ser uma das nossas principais preocupações”, relevou André Coelho Lima, no programa com o jornalista Paulo Monteiro e o eurodeputado José Manuel Fernandes.

De acordo com o deputado social democrata, “não foi este Governo capaz, no período de vacas gordas nos últimos quatro anos, de reformar o país e prepará-lo para o período de vacas magras que sempre se segue”.

Nas vésperas da discussão do Orçamento de Estado de 2020 na Assembleia da República, o deputado eleito pelo distrito de Braga reconheceu que “ninguém está a discutir o Orçamento em si, as linhas estratégicas da acção do Governo, mas a aprovação do documento”.

Alegou que “o que está na preocupação do Primeiro Ministro são apenas os votos que precisa de ter para aprovar o documento, não o seu conteúdo”.

Entende o deputado André Coelho Lima que é apanágio do Primeiro Ministro, António Costa, “sacrificar todo o conteúdo do Orçamento de Estado em função da sua aprovação”, um “pragmatismo” que considera “prejudicial à orientação estratégica de que o País precisa para começar a trepar lugares na cauda da Europa que ocupamos vergonhosamente”.

Na presença de José Manuel Fernandes, o deputado lamentou “ver os nossos eurodeputados pedir que as medidas de convergência da União Europeia para Portugal”, quando “já devíamos ter passado para a metade dos países contribuintes, em vez de estarmos na metade dos pedintes”.

Proximidade e afirmação são prioridades para manter ligação ao distrito

“Fizemos campanha eleitoral assente em duas palavras que eu repeti até à exaustão: proximidade e afirmação. Vamos carrear para a Assembleia da República as preocupações da comunidade que nos elegeu e que representamos”, declarou André Coelho Lima no programa ‘Da Europa para o Minho”, destacando que, “um mês depois da tomada de posse já estivemos reunidos com o arcebispo primaz de Braga e com o reitor da Universidade do Minho, porque entendemos que são as duas entidades mais representativas do todo distrital”.

O deputado social democrata referiu que “essa visita foi para ouvir, para sair daqui com um caderno de encargos”, já que a posição dos oito deputados eleitos pelo distrito de Braga é “ouvir aqueles que são os representantes desta comunidade para perceber os seus anseios e expectativas”.

Asseguro que os mesmos deputados vão “manter a ligação ao território em permanência”, algo que, na opinião de José Manuel Fernandes, eurodeputado e presidente da comissão política distrital do PSD, é facilitado pelo facto de “todos os elementos que compunham a lista do PSD serem originários deste distrito”, formando “uma lista sem paraquedistas”.

Afirmou André Coelho Lima que “esta é uma marca do líder do PSD, Rui Rio, que foi autarca, que sabe muito o que é estar muito perto de quem o elege e que fez disso uma marca em todo o país”.
Eleito representante da Assembleia da República no Conselho Superior de Segurança Interna, Coelho Lima confessou na entrevista na Rádio Antena Minho, que o convite de Rui Rio para essas funções o surpreendeu, representando uma “consideração colectiva pelo distrito de Braga”.

José Manuel Fernandes destacou a importância da afirmação de quadros do distrito de Braga em todos os partidos.

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