"Apoios têm sido recativos e não cativos"

Regional

05 Julho 2021

Fábio Moreira Fábio Moreira

Domingos Macedo Barbosa acredita que os sectores mais afetados pela pandemia da Covid-19 não têm recebido os apoios necessários para diminuir os danos da quebra económica. Apoio direto a fundo perdido é fundamental para as empresas.

No programa semanal da Rádio Antena Minho ‘Da Europa Para O Minho’ apresentado por Paulo Monteiro e com a presença do eurodeputado José Fernandes, o presidente da Associação Empresarial de Braga, Domingos Macedo Barbosa defendeu que os sectores mais afectados pela pandemia da Covid-19 não têm recebido os apoios necessários para diminuir os danos da quebra económica que se tem vindo a sentir.


“Os apoios não tem sido o que deviam ser. Os apoios não foram activos, mas sim reactivos. É fundamental que seja criado um apoio directo a fundo perdido para as empresas terem a possibilidade de se reerguerem deste desastre que tem sido a pandemia da Covid-19”, defendeu Domingos Macedo Barbosa.


O presidente da Associação Empresarial de Braga ainda deixou claro que tem perfeita consciência que a recuperação económica no período pós-pandemia da Covid-19 não se fará sentir muito durante 2021, mas sim nos anos seguintes.


“Temos consciencia que a recuperação economica do res-tante ano de 2021 vai ser ténue. Não há muitas condições para gerar riqueza. Todavia, acredito que, em 2022 e 2023, estaremos a celebrar uma recuperação económica mais forte, em parte devido também à entrada de fundos que Portugal vai receber”, clarificou.


Contudo, Domingos Macedo Barbosa, enquanto presidente da AEB, defende que é necessário que esse crescimento económico seja sustentado.


“Queremos assistir a um crescimento sustentado. É importante investir na mobilidade, mas considero que, actualmente, a área empresarial tem de estar mais acima na prioridade de investimento, pois são as empresas que geram riqueza e empregam pessoas.”

Deixa o teu comentário