Braga, quinta-feira

Árbitros bracarenses em destaque em tempos de pandemia

Desporto

13 Junho 2020

Redação

Dupla bracarense contou ao Fórum Desporto como foram estes tempos de isolamento social e de que forma ultrapassaram as limitações impostas pela pandemia de Covid-19. Do início da carreira, às ambições e sonhos, Liliana Almeida e Tiago Martins ensinaram um pouco mais sobre arbitragem.

O início de carreira foi praticamente simultâneo. Os dois fizeram ao mesmo tempo o curso de árbitros da Associação de Futebol de Braga e caminham já para a sua nona temporada de dedicação à arbitragem. Liliana Almeida e Tiago Martins são dois jovens árbitros que começaram por gosto e que agora não querem, pelo menos para já, largar a arbitragem. Ao Fórum Desporto, os dois contaram como enveredaram por esta ‘carreira’ e falaram das ambições que têm.

“Fui para o curso de árbitro sem saber o que ia dar. A verdade é que gostei e já ando nisto há oito anos”, começa por referir Liliana Almeida, afirmando ainda que “já gostava de futebol e quando comecei a arbitrar os primeiros jogos o gosto foi aumentando”. “Os momentos altos têm sido mais do que os baixos, caso contrário já não estaria aqui. A arbitragem tem-me dado muita coisa boa, como as amizades, principalmente, e o saber que com o trabalho podemos chegar longe”, considera a jovem árbitra.

Já Tiago Martins chegou à arbitragem depois ter jogado futebol a nível distrital. Com a universidade a carreira de futebolista ficou de lado e surgiu a oportunidade de tirar o curso de árbitro. “Daí para a frente, o bichinho foi crescendo. Passo a passo fui começando a gostar muito deste lado do futebol, fui traçando objectivos e vou trabalhando para os conseguir alcançar”, referiu Tiago Martins, para logo acrescentar que “é algo que nos marca, que nos faz querer continuar e nos motiva para querer estar num jogo maior, com mais público, com outras condições. Todos queremos progredir, dá muito trabalho, mas também nos dá muito de positivo, muitas coisas boas. Esta paixão que nos une ao futebol, tira-nos de casa, faz-nos estudar, treinar, mas retibuiu-nos muito. É muito compensador”.

Neste momento, Liliana Almeida é árbitra dos quadros nacionais da Federação Portuguesa de Futebol e claro que tem a ambição de chegar mais longe, mas pensa apenas época-a-época, traçando objectivos para cada temporada. “No início não pensava chegar aos quadros nacionais, mas com o tempo fui conseguindo alcançar os objectivos que tinha delineado. Olhando para o futuro, tenho a noção que há ainda várias metas que posso ambicionar atingir. E o que vier vai ser bem-vindo e vai ser enfrentado com muita garra”.

Por sua vez, Tiago Martins é árbitro da categoria C3 da Associação de Futebol de Braga e está a trabalhar para tentar evoluir e mudar de categoria, rumo às competições nacionais. “Tenho o objectivo claro de chegar aos quadros da Federação Portuguesa de Futebol. Daí para a frente, há o sonho de chegar à Liga. É possível requer muito trabalho, mas temos que estar preparados para, quando a oportunidade surgir, a podermos agarrar. Estarei pronto para agarrar essa oportunidade e lutar por aquilo pretendo”, afirma.

E estes dois jovens árbitros da AF Braga vão trabalhando para chegar ao topo.

“Todos temos ambições e trabalhamos muito”

Liliana Almeida
“Estou numa fase na arbitragem em que nunca pensei estar. Comecei para ver o que dava e, neste momento, já estou na nona temporada. Estou focada em continuar e ver onde poderei chegar na arbitragem”

Tiago Martins
“Vejo a minha carreira na arbitragem um pouco jogo-a-jogo. Vou traçando objectivos que pretendo alcançar, claro, mas tento sempre caminhas passo-a-passo para aperfeiçoar os conhecimentos, a forma de trabalhar e continuar a crescer”.

Cinco substituições benéficas... nesta altura

“Tudo o que, no meu entender, venha a ajudar a modalidade e também os próprios intervenientes acaba por ser positivo. Ter cinco substituições nesta fase final do campeonato, o que acontece apenas por ser uma situação excepcional, parece-me francamente positivo, principalmente para se poder acautelar o desgaste dos jogadores”, refere Liliana Almeida.

“Acredito que é positivo para o futebol, nesta fase, haver a possibilidade de fazer cinco substituições e três momentos do jogo. Acredito que vem permitir que os clubes façam uma gestão melhor dos seus plantéis de maneira a que, acima de tudo, se possam evitar lesões entre os atletas, que regressam à acção depois de uma paragem prolongada e que não foi preparada da forma mais conveniente.

Concordo que tudo o que possa contribuir para melhorar a prestação de todas as partes envolvidas no jogo, é sempre benéfico”, considerou Tiago Martins.

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