Braga, quarta-feira

Arcos de Valdevez exige medidas de apoio após entrada na lista de risco

Regional

14 Novembro 2020

Redação

Autarca local defendeu a necessidade de serem tomadas medidas para responder às necessidades das IPSSs e ainda formas para apoiar o pequeno comércio, a restauração e o alojamento local.

O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez disse ontem aceitar a inclusão na lista dos municípios de risco elevado, mas exigiu medidas para “resolver os problemas das pessoas, instituições e empresas” afectadas pela pandemia de Covid-19.


“As regras estão lançadas. A situação existe. Arcos de Valdevez passou a integrar a lista. Compreendemos e aceitamos. Mas exigimos que se tomem medidas para resolver os problemas das pessoas, das instituições e das empresas”, afirmou ontem à Lusa João Manuel Esteves.
 

 Na quinta-feira, o Governo actualizou a lista dos concelhos com risco elevado de contágio, que passa de 121 para 191 municípios sujeitos a medidas mais restritivas como o recolher obrigatório, nomeadamente ao fim de semana, a partir das 13 horas.
 

Arcos de Valdevez foi incluído, junta-se a outros seis municípios do distrito de Viana do Castelo, que já tinha integrados na lista os concelhos de Viana do Castelo, Caminha, Vila Nova de Cerveira, Valença, Paredes de Coura e Ponte de Lima.
 

 “A decisão vai no sentido de estancar o contágio da doença causada pelo novo coronavírus. Se compreendemos da necessidade das medidas tomadas, por outro consideramos que é absolutamente essencial activar apoios”, reforçou o autarca.


João Manuel Esteves defendeu a necessidade de serem tomadas medidas para “de forma expedita" responder às necessidades das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), através de apoios à contratação de profissionais quer para aquisição de Equipamentos de Protecção Individual (EPI).
 

“É necessário reforçar a presença física de médicos nas instituições. É urgente que sejam activados, o mais rapidamente possível, espaços de retaguarda. Estes espaços têm de existir, porque podem vir a ser necessário, alguns deles já estão a ser necessários”, sustentou.


Já na vertente económica, o autarca social-democrata reclamou “formas expeditas de apoiar o pequeno comércio, a pequena restauração e o alojamento local”.
 

 “Este sector está a ser fortemente afectado. São necessárias medidas, pouco burocráticas, que vão encontro das necessidades destas empresas que fixam muita gente às terras”, especificou.
 

Reavaliada a cada 15 dias pelo governo, a lista de concelhos com risco elevado de transmissão do novo coronavírus é definida de acordo com o critério geral do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) de “mais de 240 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias”, e considerando a proximidade com um outro concelho nessa situação e a excepção para surtos localizados em municípios de baixa densidade.


A actualização da lista, actualmente com 121 concelhos, retira sete municípios em que estas medidas de restrição deixam de estar em vigor, a partir da meia -noite de ontem, e inclui 77 novos concelhos a partir da meia-noite da próxima segunda-feira, anunciou o primeiro-ministro, António Costa.

Deixa o teu comentário

Bem-vindo á Antena Minho
Permita anúncios no nosso website

Parece que está a utilizar um bloqueador de anúncios.
Utilizamos a publicidade para ajudar a financiar o nosso website.

Permitir anúncios na Antena Minho