Braga, quinta-feira

Armindo Araújo procura hepta perante concorrência reforçada no Nacional de ralis

Desporto

28 Abril 2021

Lusa

Armindo Araújo (Skoda Fabia) procura alcançar o sétimo título nacional de ralis, num campeonato de 2021 que começa com o Rali Terras DAboboreira, entre sexta-feira e domingo, com concorrência reforçada por Bernardo Sousa (Skoda Fabia), após suspensão.

Armindo Araújo (Skoda Fabia) procura alcançar o sétimo título nacional de ralis, num campeonato de 2021 que começa com o Rali Terras D’Aboboreira, entre sexta-feira e domingo, com concorrência reforçada por Bernardo Sousa (Skoda Fabia), após suspensão.

A luta pelo título começa na prova de Amarante, onde terminou a edição de 2020, que consagrou o piloto de Santo Tirso hexacampeão, ao reeditar os feitos de 2003, 2004, 2005, 2006 e 2018, distanciando-se ainda mais de Joaquim Santos e Carlos Bica, que conquistaram quatro títulos cada.

Aos 43 anos, o piloto de Rebordões é o mais forte candidato à vitória no campeonato deste ano, cujo calendário integra oito provas e que termina em outubro, na Marinha Grande, com o Rali Vidreiro, e inclui o Rali de Portugal, entre 20 e 23 de maio.

“Vamos entrar com vontade de vencer. Queremos, obviamente, revalidar o título”, frisa Armindo Araújo.

Na luta, inevitavelmente, vão estar Bruno Magalhães (Hyundai i20), que ganhou três dos cinco ralis completados em 2020 e que procura o seu quarto cetro, depois dos triunfos em 2007, 2008 e 2009, José Pedro Fontes (Citröen C3), campeão em 2015 e 2016, Pedro Meireles (Volkswagen Polo), campeão em 2014, e Ricardo Teodósio (Skoda Fabia), vencedor do campeonato em 2019.

Também de volta está o madeirense Bernardo Sousa, campeão em 2010, depois de uma suspensão de dois anos da atividade desportiva devido a um controlo antidoping positivo.

O campeonato de Portugal de ralis prevê este ano a realização de apenas oito provas, menos duas do que em anos anteriores, uma medida tomada para promover a redução nos custos.

O Nacional apresenta-se sem o Rali Casinos do Algarve, que só entra no calendário, entre 20 e 21 de novembro, caso alguma das outras provas seja cancelada, e o Rali dos Açores, este ano pontuável apenas para o Europeu da especialidade, tendo já sido adiado devido ao aumento do número de infeções pelo novo coronavírus no arquipélago.

Ao contrário de anos anteriores, os pilotos são obrigados a participar em todas as oito provas do calendário, podendo, no final, descartar o pior resultado obtido ao longo da época.

“Permite uma verdade desportiva maior”, sublinhou o campeão nacional, Armindo Araújo, que acredita ser “possível levar o campeonato até ao fim”, pois “a federação e os clubes têm trabalhado bem a gestão da pandemia” de covid-19.

Depois do arranque, em Amarante, com o Terras D'Aboboreira, que já tem cerca de 60 inscritos (incluindo 25 carros R5), seguem-se o Rali de Portugal, que é pontuável para o Campeonato do Mundo, e o de Castelo Branco, de 18 a 20 de junho.

O Nacional termina na Marinha Grande, de 08 a 10 de outubro, mas, pelo meio, o campeonato passa ainda por Mortágua (09 a 11 de julho), Madeira (06 a 08 de agosto), Alto Tâmega (03 a 05 de setembro) e Fafe (23 a 25 de setembro).

Depois de em 2020 o campeonato ter ficado reduzido a seis provas, devido à pandemia de covid-19, a que acresceu o cancelamento do Rali Vidreiro, devido ao acidente que vitimou a copiloto espanhola Laura Salvo, de 21 anos, que acompanhava Miguel Socias, a Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) reservou as datas de 30 e 31 de outubro para algum adiamento.

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