Braga, quinta-feira

Artistas e bandas portuguesas com dezenas de novos álbuns previstos para 2021

Diversos

30 Dezembro 2020

Lusa

Dezenas de álbuns de músicos e bandas portuguesas são esperados para 2021, de todos os géneros, do fado ao rock, com várias estreias, entre as quais o projeto Luta Livre, MURAIS, Pedro Lucas, Gato Morto e Mike11.

A Lusa fez uma ronda pelas editoras discográficas e pelo agenciamento de artistas portugueses e compilou uma lista com dezenas de álbuns com edição prevista ao longo dos próximos 12 meses, alguns dos quais já estavam prontos para sair este ano, mas que a pandemia da covid-19 acabou por 'empurrar' para 2021.
 

Já em janeiro, chegam os álbuns de estreia a solo dos músicos Pedro Lucas (de Medeiros/Lucas) e Hélio Morais (dos Linda Martini e PAUS), o primeiro registo discográfico da dupla y.azz x b-mywingz e novos trabalhos de Beatriz Pessoa, Beautify Junkyards, e Fugly.
 

Sobre o álbum de Pedro Lucas, assinado sob o nome P.S. Lucas, sabe-se que se chama “In Between” e é cantado em inglês.
 

Na sua estreia a solo, o músico açoriano “depura algumas das suas influências: das progressões de flamengo de Leonard Cohen ao psicadelismo britânico de Nick Drake, da americana confessional de Bill Callahan à África espacial de Pharoah Sanders e Sun Ra, do cantar de estórias de Georges Brassens às charadas a dois, de Lee Hazlewood”.
 

Em “MURAIS”, o baterista dos Linda Martini e PAUS faz-se vocalista e “oferece pop sem vergonha de ser pop, porque não há lugar para vergonhas quando se é honesto e até se sonha mudar o mundo”. O álbum de estreia a solo de Hélio Morais, que esteve inicialmente para ser editado em abril deste ano e depois em outubro, foi um dos vários que a pandemia adiou.
 

O primeiro mês de 2021 é de estreia nas edições discográficas para a dupla y.azz x b-mywingz, formada por Mariana Prista e Margarida Adão, vencedora da 6.ª edição do concurso EDP Live Bands, que teve direito a atuar em 2019 no festival Alive, em Oeiras.
 

Com fevereiro chega o álbum de estreia de Luta Livre, projeto de Luís Varatojo, músico que esteve na génese de, entre outros, Peste & Sida e A Naifa.
 

“Técnicas de Combate” é composto por canções que “resultam de um olhar interventivo da atualidade”, como contou à Lusa o músico em maio.
 

“De há um ano para cá, comecei a escrever alguns textos sobre notícias que ia lendo no jornal, fui acumulando esses textos e ao mesmo tempo comecei a fazer uns instrumentais com base em 'samples' que fui fazendo em discos de jazz. Juntei uma coisa à outra para ver o que dava”, explicou na altura.
 

No mesmo mês, pela mão da Lovers & Lollypops, estreiam-se nos discos os portuenses Conferência Inferno. Em “Ata Saturna”, o trio composto por Raul Mendiratta, Francisco Lima (Jacketx) e José Miguel Silva (Twistedfreak) “molda uma eletrónica com matriz marcial embrenhada e dançável, aditivada com ritmos kraut, atmosferas darkwave e ADN punk”.
 

Para fevereiro, estão também previstos dois álbuns do pianista Luís Figueiredo – “Kintsugi”, com o saxofonista João Mortágua, e “À Deriva”, a solo – e novos trabalhos do projeto CZN, que junta João Pais Filipe e Valentina Magaletti (“Commutator”), dos Moonspell (“Hermitage”), de Fábia Rebordão, André Amaro, Tomás Adrião (“Perdoa se há em mim, pressa para ser feliz”), Old Jerusalem (“Certain Rivers”) e Jorge Benvinda (“Vida a Dois”).
 

Em março, é editado o álbum de um projeto criado já em tempos de pandemia da covid-19: o Septeto Interregional, “uma espécie de super banda composta por sete artistas de diferentes localizações geográficas e linguagens, a quem a Lovers & Lollypops e o Musicbox [sala de programação musical, em Lisboa] lançaram o desafio de criação de um disco colaborativo que, saindo deste tempo, pudesse viver numa realidade paralela qualquer”.
 

Em julho, o Musicbox desafiou seis editoras de música portuguesas independentes para criarem projetos originais, que serão apresentados ao vivo naquele espaço, quando puder reabrir. O Septeto Interregional – com Arianna Casellas (Sereias), Mr. Gallini (Stone Dead), Rafael Ferreira (Glockenwise), Rodrigo Carvalho (Solar Corona), Violeta Azevedo (Savage Ohms) e Zézé Cordeiro (Equations) – é um desses projetos.
 

No primeiro trimestre do ano, deverão ser ainda editados álbuns de Moullinex (“Requiem for Empathy”), DJ Nigga Fox (“Música da Terra”), DJ Lycox (“Lycoxera”), Fogo Fogo (“Fa Du Fla”), Pedro Flores, Teresinha Landeiro, O Gajo (projeto a solo de João Morais), Ana Lains (de celebração de 20 anos de carreira), Luís Peixoto (“Geodesia”), Ricardo Silva, e o disco de estreia dos Lefty, banda que junta Ella Nor, João Nobre (Da Weasel), Pablo Banazol (Pablo Banazol/Annie Road) e Dani (Bandex/Bicho do Mato).
 

A primavera traz ainda os álbuns de estreia de Bejaflor, “Pós-Irónico”, e Catarina Branco, ambos com selo da Maternidade, e álbuns novos de Chalo Correia, cantor e compositor angolano que vive há quase 30 anos em Portugal, Freddy Locks, Caio (projeto de João Santos) e Pedro de Tróia (vocalista de Os Capitães da Areia).
 

Também na primavera, deverá ser editado o primeiro álbum dos Gato Morto, “Fazer das Mágoas Coração”, “projeto de vida” do teclista dos Ornatos Violeta, Elísio Donas.
 

“É um projeto curioso, um coletivo artístico mais do que uma banda”, contou à Lusa em setembro.
 

Elísio Donas encontrou as “pessoas certas” ao longo dos anos, e espalhados pelo país, com Inês Sousa, na voz, Ramon, na guitarra, Paulo Franco, na bateria, e Luís Henrique, no contrabaixo e no baixo, um “coletivo” a que se juntam várias outras pessoas com colaborações, ideias e parcerias.
 

Como sempre compôs, não só nos Ornatos como noutros projetos, este disco nasceu “todo ao piano”, criando um álbum “dos amigos”, com canções “muito harmónicas, com muitos acordes, muito melódicas”.
 

Ainda sem mês de edição definido, mas durante o primeiro semestre do ano, são esperados novos trabalhos de Pedro Mafama (“Por este rio abaixo”), Bruno Pernadas, Ditch Days, Minta & The Brook Trout, Salvador Sobral e Valter Lobo.
 

Ao longo do ano, também sem data definida, deverão acontecer as estreias discográficas de Mike 11 (“Pra quê falar”), dos The Sleepwalkers, e de Jónatas Pires (dos Pontos Negros), Ray (The Poppers e Keep Razors Sharp) e Tiago Esteves (Trêsporcento) a solo.
 

2021 promete ainda mais trabalhos novos de músicos e bandas portuguesas, entre os quais, Ana Moura, Criatura, The Parkinsons, JP Simões, Flak, Sopa de Pedra, Meera, Sequin, Celina da Piedade, Filipe Sambado, Gala Drop, Vasco Completo, No Future, Stray & Raez, Don Pie Pie, Saloio, Lika, David From Scotland, PZ, The Weatherman, Duarte e Ricardo Azevedo.

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