Braga, terça-feira

Associação JovemCoop propõe Casa do Associativismo nas Convertidas

Regional

23 Agosto 2020

Lusa

Associação juvenil cumpriu 41 anos de actividade, grande parte dos quais preenchidos com acções de defesa do património bracarense. JovemCoop reafirma eterno desejo de uma casa própria.

No Verão de 2010, dirigentes da associação JovemCoop Natureza/Cultura entraram, pela primeira vez, com 30 jovens participantes na iniciativa ‘O Nosso Património’, no abandonado edifício do Recolhimento das Convertidas, reclamando a sua recuperação e reutilização como museu ou casa da juventude. Dez anos passados, a associação assinalou o seu 41.º aniversário com uma visita virtual ao imóvel, entretanto classificado como monumento de interesse público, voltando a exigir o seu aproveitamento para fins culturais ou sociais.


Margarida Pereira, coordenadora geral da JovemCoop, sugere que as Convertidas podem vir a acolher uma casa do associativismo bracarense, albergando associações da cidade que nesta altura não possuem uma sede.
 

A JovemCoop está nesta situação, pelo que a sua direcção vê com bons olhos uma valência desse tipo no edifício mandato construir pelo arcebispo Francisco de Moura Teles, no início do século XVII, para acolher mulheres socialmente desfavorecidas e discriminadas.


“O eterno desejo de ter uma sede” voltou a ser reafirmado pela coordenadora da JovemCoop, que vê com agrado a ocupação de um dos espaços do Recolhimento das Convertidas, até porque a salvaguarda deste monumento, localizado na Avenida Central, tem sido uma das bandeiras da associação na sua acção de divulgação e defesa do património cultural do concelho de Braga.


Outra das bandeiras erguidas nos últimos anos pela JovemCoop tem sido o aproveitamento do complexo ecomonumental das Setes Fontes como parque verde da cidade. Nesse sentido, Margarida Pereira considerou “excelente prenda de aniversário” o anúncio por parte da Câmara Municipal de Braga da compra de uma primeira parcela de terreno para esse fim. “É apenas um primeiro passo, mas significativo”, realça Margarida Pereira, lembrando que a Jovem Coop “há muito tempo” que se manifesta a favor do Parque das Sete Fontes. Ricardo Silva, presidente da Junta de Freguesia de S.Victor, foi coordenador geral da Jovem Coop entre 2002 e 2013, período em que a associação promoveu muitas visitas e outras iniciativas de divulgação daquele sistema setecentista de abastecimento de água à cidade de Braga. “Só em 2012, realizámos 15 visitas às Sete Fontes”, recorda o autarca e associado da JovemCoop, que diz acreditar cada vez mais “no papel activo dos cidadãos na resolução dos problemas da cidade”.


No caso das Sete Fontes, está convicto que a acção de sensibilização da JovemCoop e de outras entidades “ajudaram a encontrar um plano de sensibilização da sociedade civil e do poder político” para com um monumento nacional que, recorda, “já teve sentença de morte”.


A actual coordenadora geral da JovemCoop assume, por seu lado, que “foi indiscutível o poder dos jovens” na defesa das Sete Fontes, das Convertidas, da Capela de Guadalupe e de outras marcas da História da cidade de Braga.


É esta a missão que os dirigentes da JovemCoop reafirmam na celebração do 41.ºaniversário.

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