Braga, sexta-feira

Aumento das rendas no mercado municipal de Braga divide executivo

Regional

03 Novembro 2020

Redação

A oposição na Câmara de Braga criticou hoje os aumentos muito significativos das rendas no renovado Mercado Municipal e pediu à maioria para reconsiderar, mas a vereadora do pelouro garantiu que a subida é ligeira.

A oposição na Câmara de Braga criticou hoje os aumentos “muito significativos” das rendas no renovado Mercado Municipal e pediu à maioria para “reconsiderar”, mas a vereadora do pelouro garantiu que a subida é “ligeira”.

Segundo Olga Pereira, só nos talhos é que houve um aumento “mais significativo”, porque há também um aumento da área individual e da área de utilização comum, como cozinha, vestiários, fumeiro e salas de desmanche.

De resto, acentuou, os aumentos “estão a ser ligeiros”, apontando os casos das bancas simples e das padarias, onde o valor vai subir pouco mais de dois euros.

Olga Pereira lembrou ainda que as rendas não eram atualizadas “há muitos, muitos anos, porque as condições de trabalho eram manifestamente más e não havia, assim, condições morais” para cobrar mais a cada vendedor.

Na reunião de hoje do executivo, que decorreu por videoconferência, o PS, pela voz do vereador Artur Feio, disse que o valor das rendas chegou a duplicar e apelou para que não se apliquem “aumentos tão significativos”.

Pediu à maioria PSD/CDS/PPM para reconsiderar e para aplicar, pelo menos, um ano de carência.

Os socialistas defenderam ainda que seja revista a obrigatoriedade da presença diária e em permanência dos comerciantes durante o horário de funcionamento do mercado, alegando que há casos em que isso não se justifica.

Os pedidos e alertas foram corroborados pelo vereador da CDU, Carlos Almeida, que disse mesmo ser portador de uma carta assinada por 53 comerciantes do mercado que se opõem à obrigatoriedade do cumprimento integral do horário.

“Muitos comerciantes do mercado têm de produzir para vender e muitos outros trabalham noutras feiras, que em certos dias lhes dão mais rendimento. Não é justo obrigá-los a ficar em Braga quando podem estar noutro lado a ganhar mais”, referiu.

Olga Pereira admitiu que o horário do mercado pode vir a sofrer “alguns ajustamentos”, mas só depois de ser testado o seu funcionamento.

No entanto, reiterou a necessidade da permanência diária dos comerciantes, já que para “fidelizar públicos” é preciso que lá haja gente a vender.

Adiantou ainda que há 23 desistências dos 157 comerciantes do mercado, mas nenhuma relacionada com o novo regulamento.

Sobre o assunto, o presidente da Câmara, Ricardo Rio, sublinhou que o mercado “vai ser uma realidade exponencialmente diferente”, deixando de ser um espaço “abandonado” para passar a ser uma estrutura “que funcione em pleno, em contínuo, como acontece nas grandes cidades da Europa”.

“Mais do que um mero espaço comercial, queremos fazer do mercado um projeto-âncora da regeneração urbana da zona envolvente”, afirmou,

O mercado municipal está fechado para obras, devendo reabrir até ao final do ano.

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