Braga, segunda-feira

Autarca de Braga critica plano 'muito orientado' para as áreas metropolitanas

Regional

22 Fevereiro 2021

Redação

O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, criticou hoje o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), considerando que está muito orientado para as duas áreas metropolitanas.

O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, criticou hoje o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), considerando que “está muito orientado” para as duas áreas metropolitanas.

Durante a reunião quinzenal do executivo, Ricardo Rio, eleito pela coligação PSD/CDS/PPM, apelou aos vereadores do PS para ajudarem a “convencer” o Governo a incluir no PRR o projeto de Bus Rapid Transit (BRT), para uma ligação direta entre Braga e Guimarães.

"Infelizmente, mais uma vez, o PRR está muito orientado para as duas áreas metropolitanas”, referiu Ricardo Rio, lamentando que o projeto BRT tenha ficado de fora.

Segundo Rio, aquele projeto “tinha todas as condições de ser implementado” com a ajuda da chamada “bazuca europeia”.

“Acho que seria uma excelente oportunidade de o PS se associar à maioria e reivindicar a inclusão de verba para concretizar este investimento, que é algo, no imediato, de absolutamente estruturante”, acrescentou.

Na resposta, o vereador socialista Artur Feio pediu a Ricardo Rio que lhe faça chegar, com urgência, o documento “que fez chegar a Lisboa” com as prioridades de investimento para o concelho, para uma intervenção “coordenada” junto do Governo.

Depois de um rascunho apresentado à Comissão Europeia em outubro passado e de um processo de conversações com Bruxelas, o Governo português colocou a versão preliminar e resumida do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) em consulta pública, até 01 de março, no qual estipula “19 componentes, que integram por sua vez 36 reformas e 77 investimentos”.

O executivo justifica que, “com base no diagnóstico de necessidades e dos desafios”, foram definidas três “dimensões estruturantes” de aposta - a da resiliência, da transição climática e da transição digital -, às quais serão alocados 13,9 mil milhões de euros em subvenções a fundo perdido das verbas europeias pós-crise.

No documento, estão também previstos 2,7 mil milhões de euros em empréstimos, mas fonte do executivo garante que “ainda não está assegurado” que Portugal irá recorrer a esta vertente do Mecanismo de Recuperação e Resiliência, o principal instrumento do novo Fundo de Recuperação da União Europeia.

Previsto está que a maior fatia (61%) das verbas do PRR se destine à área da resiliência, num total de 8,5 mil milhões de euros em subvenções e de 2,4 mil milhões de euros em empréstimos.

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