Autarca de Braga reclama maior flexibilidade no desconfinamento

Regional

17 Junho 2021

Lusa

O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, considerou hoje que a situação do concelho em termos de covid-19 não é dramática e defendeu que se justificava uma maior flexibilidade na matriz do desconfinamento, a bem da atividade económica.

Em declarações à Lusa, Ricardo Rio sublinhou que, neste momento, há apenas oito pessoas internadas no Hospital de Braga infetadas pelo novo coronavírus e, dessas, só uma está em cuidados intensivos.


Além disso, disse ainda, a vacinação “está a avançar a muito bom ritmo”, sendo expectável que até meados de julho 70% da população do concelho tenha “apanhado” pelo menos uma dose.


“A situação que hoje vivemos em Braga não é dramática. O número de casos não representa uma ameaça em termos de saúde pública e da capacidade de resposta das unidades de saúde”, referiu.


Por isso, defendeu que deveria haver uma maior flexibilidade em termos de desconfinamento, mesmo que isso implicasse “algum agravamento” do número de casos.


“Mesmo com essa liberdade, seria possível poder conter os números em condições aceitáveis. Se no outro prato da balança pusermos a questão económica e os prejuízos que advêm das restrições impostas, penso que seria de ponderar uma maior abertura no desconfinamento”, advogou Ricardo Rio.


O concelho de Braga não avançou para a fase atual de desconfinamento por apresentar uma taxa de incidência superior a 120 casos por cem mil habitantes nos últimos 14 dias.


Segundo a atualização hoje divulgada pelo Governo, o concelho mantém-se acima dos 120 casos.


O presidente da Câmara de Braga disse à Lusa que o número de casos por 100 mil habitantes é de cerca de 170, uma situação que, a manter-se, fará com que o concelho volte a não avançar, na próxima fase do desconfinamento.


No concelho, e ainda de acordo com o autarca, há neste momento cerca de 220 casos ativos.


A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.835.238 mortos no mundo, resultantes de mais de 176,9 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.


Em Portugal, morreram 17.057 pessoas dos 861.628 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.


A doença é transmitida pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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