Braga, sábado

Autarca de Braga recusa que pichagens na estátua de cónego Melo sejam de vaga de protestos

Regional

14 Junho 2020

Lusa

As pichagens feitas na estátua do cónego Eduardo Melo, em Braga, são recorrentes e não se enquadram nesta vaga recente de atos de vandalismo contra determinados símbolos, disse à Lusa o presidente da câmara local.

As “pichagens” feitas na estátua do cónego Eduardo Melo, em Braga, são “recorrentes” e não se enquadram nesta “vaga recente de atos de vandalismo contra determinados símbolos”, disse à Lusa o presidente da câmara local.

O social-democrata Ricardo Rio referiu que as “pichagens” na estátua têm ocorrido com “alguma frequência” nos últimos anos porque, desde a sua instalação, que tem sido contestada.

“Embora não sendo consensual, houve a decisão de a instalar, tendo essa partido de uma iniciativa privada que na altura foi autorizada pelo município”, frisou.

Instalada no centro de uma rotunda no Largo de Monte D’Arcos, em 2013, a estátua do sacerdote português, acusado de apoiar atentados de extrema-direita, como o que provocou a morte do padre Max, motivou, logo no dia seguinte, uma concentração de repúdio.

Hoje, a estátua do cónego Melo apareceu com as inscrições a vermelho “abril”, “25”, “padre Max” e “assassino”.

Tal como faz sempre que estas situações acontecem, os serviços da autarquia vão proceder à sua limpeza já na segunda-feira, revelou Ricardo Rio.

Atendendo à recorrência destes episódios, o autarca acredita que não é algo que se possa englobar nos protestos no mundo contra o racismo, na sequência da morte do norte-americano George Floyd.

Contudo, assumiu, “uma coisa acaba por estimular a outra”.

Contactada pela Lusa, a PSP de Braga disse não lhe ter sido reportada nenhuma ocorrência referente à estátua, acrescentando que a última situação que lhe foi comunicada foi em 25 de abril.

Por esse motivo, esta força policial acredita que estas “pichagens” são referentes a essa data.

Confrontado com esta informação, Ricardo Rio explicou que recebeu hoje a comunicação de que a estátua havia sido alvo de novas inscrições esta madrugada.

Além disso, contou, é “estranho” esta informação da PSP porque a autarquia, sempre que tem conhecimento destas situações, procede nos dias seguintes à sua limpeza.

“Acho estranho que se reporte a abril porque somos imediatamente alertados quando estas situações acontecem e atuamos em conformidade”, vincou.

Esta semana, a estátua do padre António Vieira, em Lisboa, foi vandalizada.

De acordo com a fonte do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, "houve uma projeção de tinta" vermelha sobre as figuras do padre António Vieira e de três crianças, que compõem o conjunto de esculturas, tendo sido igualmente escrita a palavra "Descoloniza" na base do monumento.

No seguimento a morte do norte-americano George Floyd e das manifestações que se lhe seguiram, vários monumentos têm sido vandalizados e derrubados em cidades dos Estados Unidos da América, mas também na Europa, por serem associados ao racismo e a períodos da escravatura por alguns movimentos.

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