Braga, sábado

Autores com estórias para lá dos livros

Diversos

30 Junho 2019

Redação

Feira do Livro é palco de apresentação de novos livros e de conversas com autores. Felisbela Lopes e Mário Augusto foram dois dos que passaram ontem pelo Espaço Tertúlia

Felisbela Lopes, co-autora de ‘Marcelo, Presidente Todos os Dias’, e Mário Augusto, entrevistador de estrelas de Hollywood, foram dois dos convidados de ontem da Feira do Livro de Braga. No ‘Espaço Tertúlia’ contaram estórias, expressas ou subentendidas, nos livros ‘Janela Indiscreta’ e ‘A Sebenta do Tempo’, escritas por Mário Augusto a partir das centenas de entrevistas feitas a actores e outras gentes do cinema, ou na viagem pelo quotidiano de Marcelo Rebelo de Sousa que Felisbela Lopes elaborou “a quatro mãos” com a jornalista Leonete Botelho.
 


“Um presidente singular e genuíno” foi como Felisbela Lopes caracterizou Marcelo Rebelo de Sousa. A obra ‘Marcelo, Presidente Todos os Dias’ dá conta do “registo expontâneo mas também construído” do Chefe de Estado.

 

“Marcelo Rebelo de Sousa sabe que desta forma vai captando popularidade, mas isso não lhe custa”, confessou a professora e investigadora da Universidade do Minho, que deu nota da “excelente relação do Presidente da República com os jornalistas”.

Acrescentou que Marcelo tem três agendas: a oficial pública; a oficial não pública, que revela a todos ou a alguns jornalistas; e a privada. “Estas agendas misturam-se no mesmo dia”, revelou aos assistentes da ‘masterclass’ ‘Biografia da Presidência’, moderada por António Ferreira.


Tito Couto conduziu a ‘masterclass’ ‘Biografia de Estrelas’ com Mário Augusto, jornalista com 30 anos de carreira e autor de um programa televisivo sobre cinema. Em modo descontraído, Mário Augusto recordou a primeira das suas mais de duas mil entrevistas. Foi em Londres, a Timothy Dalton, um dos actores que encarnou a personagem James Bond. O jornalista revelou também o desejo não concretizado de entrevistar Clint Eastwood e refletiu um pouco sobre o futuro do cinema. “Teremos filmes hiperealistas com imagens e personagens gerados por computador”, afirmou, confessando-se “fiel ao cinema”.


Em mais uma passagem por Braga, Mário Augusto caracterizou a cidade como “muito cinematográfica” com “locais fantásticos para cenários”.

 

Biografia de Sophia, poemas de Jaguar, noites de Caxias e Zahara

 

O programa de hoje da Feira do Livro de Braga conta, às 15h00, no espaço dst, com a apresentação do livro ‘Há quem não escreva poesia, de Carolina Monteiro, pelas Edições Vieira da Silva.

 

Às 16h30, no Espaço Tertúlia, é apresentada a primeira biografia de Sophia de Mello Breyner Andresen, com a autora Isabel Nery e a moderação de Tito Couto. Editada pela Esfera dos Livros, a obra surge no ano em que assinala o centenário do nascimento de uma das mais importantes autoras portuguesas do século XX.

 

António Ferreira faz, a partir das 17h30, a ‘entrevista de vida’ a António Carlos Cortez, conversa que não deixará de passar pelo seu último livro de poemas ‘Jaguar’, edição da D. Quixote.

 


No mesmo Espaço Tertúlia, às 18h30, Ana Cristina Silva conversa com António Ferreira sobre o seu romance ‘As longas noites de Caxias’, lançado este ano pela editora Planeta, obra que revisita episódios da vida de duas mulheres que ficaram na história da PIDE.

 

Às 19h30, é lançado o livro Zahara, da autoria de Tomás Sopas Bandeira, da Edições Afrontamento, com apresentação de Sérgio Guimarães de Sousa. Bracarense, Tomás Sopas Bandeira, exerce actualmente medicina na Suiça.
 


Nesta obra, prefaciado por Fernando Nobre, representa a vivência quotidiana de Zahara, a sudoeste da Argélia.