Braga, segunda-feira

Biscainhos e D.Diogo de Sousa com mais visitantes em 2019

Regional

09 Janeiro 2020

Redação

Museus tutelados pela Direcção Regional de Cultura do Norte registam aumento de procura. Mais de 110 mil visitantes entraram nos Biscainhos e no D. Diogo de Sousa em 2019

Os museus dos Biscainhos e D. Diogo de Sousa registaram aumento de visitantes em 2019, em comparação com o ano anterior. Assim, aqueles dois museus contribuiram para o recorde absoluto no número de visitantes das unidades geridas pela Direcção Regional de Cultura do Norte.

No ano transacto, sete museus da região Norte foram visitados por 2 232 154 pessoas, o que representa uma subida de 22,9% em comparação com o ano anterior, mantendo-se uma tendência crescente pelo sexto ano consecutivo.

O Museu Regional de Arqueologia D.?Diogo de Sousa recebeu, o ano passado, 74 523 visitantes, dos quais 69 760 nacionais e 4 763 estrangeiros.

O Museu dos Biscainhos contabilizou 46 591 entradas, entre 29 879 cidadãos nacionais e 16 712 estrangeiros.

A directora das duas unidades museológicas, Isabel Silva, adiantou ao Correio do Minho que, relativamente ao ano de 2018, o aumento de visitas, na ordem dos 13 % no Museu D. Diogo de Sousa e da 10,5% no Museu dos Biscainhos, esteve em linha com os anos anteriores.

Comentando a menor procura do Museu D. Diogo de Sousa por visitantes estrangeiros, aquela responsável considerou que tal se deve à sua localização periférica em relação ao principal eixo turístico da cidade.

Já o Museu dos Biscainhos beneficia da proximidade do Arco da Porta Nova, local de desembarque de muitos turistas que visitam a cidade de Braga.

O Museu Regional de Arqueologia, localizado numa zona mais alta da cidade e pouco servida de transportes públicos, compensa a pouca atractividade de visitantes estrangeiros com o interesse manifestado pelas suas colecções de arqueologia por um “um público escolar e académico”.

Os dois museus tutelados pela Direcção Regional de Cultura do Norte continuam a captar cada vez mais visitantes, apesar de necessitarem de obras de reabilitação, mais prementes no palácio dos séculos XVII e XVIII que acolhe o Museu dos Biscainhos. Isabel Silva confessa alguma “ansiedade” relativamente ao que poderá acontecer em 2020 nos dois museus que não beneficiam de obras “há muito tempo”, cingindo-se as pequenas intervenções “às coisas absolutamente exigentes”.

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