Braga, segunda-feira

Biscainhos e D. Diogo de Sousa com quebras de 60 por cento

Diversos

13 Janeiro 2021

Redação

A pandemia teve efeitos dramáticos na economia e os museus de Braga não ficaram imunes. Em 2020, tiveram uma quebra de 60% de utilizadores e aguardam agora os efeitos da nomeação de Braga como Melhor Destino Europeu.

A pandemia da Covid-19 tem ‘obrigado’ a sociedade a reinventar-se. A crise é transversal a quase todos os sectores de actividade e os museus não ficaram imunes a tudo isto.


Isabel Silva, directora do Museu dos Biscainhos e do Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, afirmou ao Correio do Minho que, em termos globais, comparativamente com 2019, “o ano de 2020 foi dramático para os museus de Braga que registaram uma quebra na ordem dos 60 por cento de visitantes e utilizadores”.
 

 Não obstante, Isabel Silva dá nota que, apesar dessa acentuada quebra do número de visitantes, “continuamos com a oferta permanente, sobretudo, vocacionada para as famílias e pequenos grupos aos fins-de-semana”, numa tentativa de colmatar a quebra nos planos de actividades que contemplam exposições e programas educativos vocacionados para a formação de novos públicos.


Nestes tempos que apelam à criatividade das instituições, a aposta dos museus de Braga nas plataformas online, sobretudo para os públicos mais pequenos, tem tido bons resultados. “Independentemente de todas as contrariedades, o nosso foco foi no sentido de manter o contacto com as pessoas, fazendo pequenas visitas, criando um vínculo que de alguma forma fidelizasse as pessoas que sempre contaram com os museus”, disse Isabel Silva.
 

 A responsável pelos dois museus de Braga defende que “os espaços museológicos vão ter que dar um salto qualitativo em matéria de plataformas digitais”, mas alerta que “os museus têm um défice muito grande a nível informático que tem que ser superado para passarmos a um patamar mais operativo”. 


Segundo Isabel Silva, os “museus estão confrontados com um dilema, se por um lado tentam reinventar-se e aproximar-se dos públicos mais jovens, por outro lado, temos uma grande falta de recursos humanos e materiais que a pandemia da Covid-19 veio acentuar e tornar mais evidentes estas debilidades”, defendendo que “é preciso que o Estado tenha uma leitura mais global com esta vertente mais educadora que carece de um maior investimento em equipamentos informáticos para chegarmos a todos os públicos”.


É com satisfação e alguma expectativa que a directora dos Museus dos Biscainhos e de Arqueologia D. Diogo de Sousa vê a nomeação de Braga para Melhor Destino Europeu. “Para nós museus de Braga é um motivo de grande satisfação e é sempre uma forma de atrair novos públicos.
 

 Hoje as pessoas estão mais despertas para este marketing turístico que as levam a procurar estes destinos. Para nós é muito benéfico e um factor acrescido de públicos”, realçando que “as pessoas quando visitam estes destinos procuram o património das cidades e os museus são lugares de naturais de visita”.

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