Braga, quarta-feira

Bombeiros de Fão têm um papel fundamental na segurança das pessoas

Regional

27 Dezembro 2020

Redação

Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, destacou a prontidão e eficiência dos Bombeiros Voluntários de Fão e apontou as várias formas de apoio definidas pela autarquia à corporação.

“Os Bombeiros Voluntários de Fão são uma instituição com cariz histórico, que faz parte da estrutura municipal de Protecção Civil, e que têm um papel fundamental na segurança das pessoas”. A opinião é de Benjamim Pereira, presidente da Câmara Municipal de Esposende, que realça ainda a prestação dos ‘soldados da paz’ de Fão no contexto actual de pandemia.

“Foram e são muito úteis na pandemia, e temos contado muito com eles, sobretudo no transporte de pessoas que necessitam de cuidados. Têm sido excepcionais nas respostas às solicitações, não só na pandemia, mas nas outras áreas de segurança. Não deixaram de haver acidentes, por exemplo, e os Bombeiros de Fão tiveram sempre uma resposta pronta e eficaz”, notou o autarca esposendense.

A corporação faz este domingo 95 anos de existência, mas as ‘prendas’ atribuídas por parte do município de Esposende têm sido uma constante ao longo dos anos.

“Temos tido um Natal permanente para com os Bombeiros Voluntários de Fão. Fizemos um grande esforço para a criação das Equipas de Intervenção Permanente (uma em Fão e outra nos Voluntários de Esposende), e atribuímos um apoio anual de 17500 euros”, explicou Benjamim Pereira.

Só a manutenção da Equipa de Intervenção Permanente implica que anualmente saiam dos cofres da autarquia cerca de 75 mil euros.

Além disso, têm sido atribuidas com regularidade verbas municipais “para a aquisição de viaturas”. O autarca lembrou ainda que foi revista recentemente, uma cláusula de um terreno municipal “para podermos alienar em nome dos Bombeiros Voluntários de Fão, para os ajudar a fazer face às necessidades da corporação”.

O edil de Esposende reconhece que as necessidades da corporação são muitas, pela natureza dos serviços constantes que prestam à comunidade, pelo que o município se preocupa em apontar possíveis soluções.

“Sabemos que a direcção está constantemente à procura de formas de auto-financiamento. Ainda este Natal realizaram uma aldeia de Natal junto ao quartel para vender cabazes e tiveram todo o apoio do município. Também protocolamos com eles o transporte de animais doentes, pagando uma verba por esse serviço, porque sabemos que eles têm dificuldades em arranjar verbas próprias”, apontou Benjamim Pereira.

Os apoios municipais estendem- se ainda ao pagamento dos seguros das viaturas e dos elementos do corpo activo.

“São cerca de nove mil euros para o pagamento de seguros, destacou Benjamim Pereira.

“A melhor prenda era que esta pandemia fosse embora”

“A maior prenda que poderíamos ter nestes 95 anos de existência era que esta pandemia fosse embora. Dez meses de Covid-19 é muito tempo e muito complicado”. O desabafo é de José Artur Marinho, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fão, que hoje fazem 95 anos.

As comemorações terão de ficar para mais tarde, precisamente por causa dos constrangimentos causados pela pandemia.

“Este ano queríamos fazer uma festa diferente, mas o Covid-19 não deixou. Por isso, decidimos adiar a festa para o dia 4 de Julho, dia em que faz 26 anos que inauguramos as actuais instalações do quartel”, justificou José Artur Marinho.

Além do adiamento da festa, a pandemia causou ainda grandes desafios à corporação. “ Mesmo com poucos meios e pouco dinheiro conseguimos enfrentar a situação e responder às situações”, disse o presidente da direcção. Uma dessas adversidades é a falta de equipamentos de protecçao. “Neste momento estamos a pagar para trabalhar. O material de protecção está a custar-nos entre 20 a 25 euros por cada elemento do corpo activo. O Estado devia ajudar-nos mas não o tem feito”, lamentou José Artur Marinho. Por outro lado também não foi possível realizar o Festival de Marisco, que todos os anos nos rendia cerca de 35 mil euros”, acrescentou o presidente da Associação Humanitária. Foi valendo a resistência e capacidade de trabalho do corpo activo.

“Tenho um corpo activo excelente e exemplar, que esteve sempre à altura dos desafios da pandemia e enfrentou-a sem medos”, congratulou-se José Artur Marinho.

Outra das necessidades passa pela renovação de material. “temos material de desencarceramento com mais de 30 anos. Há material novo que deve chegar em Janeiro. Custou 38 mil euros e vai ser pago em quatro tranches de nove mil euros”, anunciou o presidente da Associação Humanitária.

Para ajudar a equilibrar as contas da corporação, este ano foram vendidos cerca de 100 cabazes de Natal com produtos do concelho. Cada cabaz, que esteve à venda até ao Natal custa entre os 25 e os 100 euros.

Outra fonte de rendimento são as quotas pagas pelos associados, cuja lista foi recentemente actualizada.

“Tinhamos três mil e tal sócios inscritos e nem todos eram pagantes, praticamente só metade é que pagava as quotas. Tivemos de fazer uma reciclagem do número de associados. Agora temos mais de mil sócios que são todos pagantes”, realçou José Artur Marinho.

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fão conta ainda com apoios regulares da Câmara Municipal de Esposende. “A Câmara tem estado connosco quando precisamos. Sempre que precisamos de alguma ajuda tem correspondido às nossas necessidades”, disse, José Artur Marinho, o presidente da direcção.

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