Braga, quarta-feira

Bracarenses voltam a fechar a porta ao vírus, ficando em casa

Regional

29 Novembro 2020

Redação

Os bracarenses cumpriram à risca as medidas impostas pelo governo de recolher obrigatório. A excepção foi para um curto passeio higiénico com os cães. Braga estava deserta e silenciosa, não fosse o barulho das motas de entrega de comida em casa. O colorido verde e amarelo das mochilas dos entregadores da comida ao domicílio dava alguns sinais de vida à cidade que parecia adormecida.

Bracarenses voltam a fechar a porta ao vírus, cumprindo à risca a medida de recolher obrigatório a partir das 13 horas durante o fim-de-semana e no feriado de terça-feira.
Nas principais ruas do centro da cidade, circulavam apenas aqueles que, por necessidade, passeavam os seus cães.


“Estamos a fazer a volta normal de fim-de-semana com os nossos cães e a seguir vamos para casa, cumprindo com as medidas de recolher obrigatório”, contaram Ana Capão e Kevin Veloso, lamentando que “o sacrifício não é dividido por todos. Há jovens que alugam apartamentos para se juntarem e o aumento do número de casos no fim-de-semana são a prova disso”.
 

Kevin Veloso afirma que “é preciso limitar ao agregado familiar, mas sabemos que é uma questão de consciência individual”. Ana Capão lembrou que “no fim-de-semana passado, vimos em três alojamentos locais da cidade, um grupo de adolescentes na janela a beber e, lamentavelmente, os pais deixam isso acontecer”.


Também Filipe Carvalho e Pedro Pinto saíram para passear a cadela. “Estou a seguir todas as medidas, saí apenas para um passeio higiénico com a minha cadela e depois vou regressar a casa”, contou Filipe Carvalho. O mesmo acontece com Pedro Pinto que saiu para passear a cadela, mas entende “a necessidade destas medidas que precisa do esforço de todos, de modo a travar a propagação da doença”. Pedro Pinto reconhece que “com este dia de sol não é muito agradável ficar fechado em casa, mas é preferível ficar um fim-de-semana, em vez de um mês inteiro”. No mapa de recolher obrigatório estão 127 concelhos classificados como de risco ‘extremamente elevado’ e de risco ‘muito elevado’ de contágio pelo novo coronavírus que têm que ‘se fechar em casa’, partir das 13 horas, durante o fim-de-semana e no feriado de terça-feira.
 

A medida, que já tinha sido aplicada aos concelhos de risco mais elevado de transmissão do novo coronavírus nos dois últimos fins de semana, irá repetir-se no fim-de-semana de 5 e 6 de Dezembro e no feriado de dia 8.


Em todo o território, será também proibido circular entre concelhos entre as 23 de sexta-feira e as 5 horas de quarta-feira, assim como entre as 23 de 4 de Dezembro e as 23.59 horas de 8 de Dezembro.
 

Recolher obrigatório ‘acelera’ pedidos de entrega de refeições em casa
 

A cidade estava deserta e silenciosa, não fosse o barulho das motas de entrega de refeições em casa.


“Estamos com mais entregas do que o normal. As pessoas não podem circular nas ruas e há bastantes encomendas”, disse ao ‘Correio do Minho’,Vanderlei Rodrigues, entregador da Uber Eats, momentos antes de se fazer à estrada para fazer a entrega do pedido.
 

Em alguns pontos da cidade, avistam-se mochilas, umas verdes outras amarelas, a pé ou de mota, tentam chegar o mais rápido possível à casa dos bracarenses.


“Estes últimos fins-de-semana temos tido mais pedidos por causa das restrições de não se não poder frequentar os restaurantes”, contou Igor César entregador na Glovo, enquanto esperava pelo pedido de uma sandes de salmão com iogurte. Poucos minutos depois chegava a mota de Guilherme Lima, da Uber Eats, para levantar outro pedido.
 

“Os pedidos à hora de almoço são mais simples são, sobretudo, fast food, mas há também quem peça comidas mais consistentes como por exemplo, churrasco”, contou Guilherme Lima.


Esta obrigatoriedade de recolher obrigatório, permite a excepção aos estabelecimentos de restauração ou similares funcionar fora do período compreendido entre as 8 e as 13 horas no fim-de- semana e feriado e fora do período entre as 8 e as 15 horas na véspera do feriado “desde que exclusivamente para efeitos de entregas ao domicílio ou para a disponibilização dos bens à porta do estabelecimento ou ao postigo (‘take-away’), não sendo, neste caso, permitido o acesso ao interior do estabelecimento pelo público”.

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