Braga, sábado

Braga anuncia passo decisivo para execução do ecoparque das Sete Fontes

Regional

25 Junho 2020

Redação

A Câmara de Braga vai dar, na segunda-feira, um passo decisivo para a execução do ecoparque das Sete Fontes, com a votação da alteração ao Plano Diretor Municipal (PDM) para aquela área, anunciou hoje o município.

A Câmara de Braga vai dar, na segunda-feira, um “passo decisivo” para a execução do ecoparque das Sete Fontes, com a votação da alteração ao Plano Diretor Municipal (PDM) para aquela área, anunciou hoje o município.

Em comunicado, o município acrescenta que será ainda votado o Plano de Urbanização das Sete Fontes.

“Este é um momento determinante no processo que levará à execução do tão ambicionado Parque das Sete Fontes”, refere o vereador do Urbanismo, Miguel Bandeira, citado no comunicado.

Após aprovação na câmara e publicação em Diário da República, os documentos ficarão em discussão pública até final de setembro.

Com a alteração ao PDM, o município de Braga assegura a concretização do Parque das Sete Fontes e o seu usufruto pela população, “assumindo-o como uma componente de uma vasta ocupação florestal que penetra na cidade”.

“A autarquia garante, igualmente, a organização da colmatação urbana de enquadramento do parque, estabelecendo “portas” de entrada e uma frente edificatória que o valorize, estimule a sua vivificação e aumente a sua utilização e segurança”, acrescenta o comunicado.

Localizadas na freguesia de São Victor, as Sete Fontes são um antigo sistema de abastecimento de água à cidade de Braga, datado do século XVIII.

Estão classificadas como monumento nacional desde de 25 de maio de 2011.

Para Miguel Bandeira, “todo o desenho proposto surge com a preocupação de proteger o sistema naturalizado do lugar onde as referências de intervenção já estão definidas pela história e pela natureza.

“O projeto procura assegurar a conservação e valorização do monumento nacional, a salvaguarda da adução de água ao monumento e a gestão das águas pluviais, drenagem encaminhamento e retenção”, explica.

O Plano de Urbanização das Sete Fontes, elaborado por Jorge Carvalho, assegura a salvaguarda e a valorização do antigo sistema de abastecimento de águas à cidade.

Pretende estabelecer uma relação “mais funcional” entre as Sete Fontes e os núcleos envolventes, nomeadamente com a freguesia de Gualtar, com o hospital, Areal/Alegria, Areal de Baixo e Areal de Cima, qualificando a malha urbana envolvente e definindo uma frente de parque capaz de o dinamizar e qualificar.

No comunicado, a Câmara sublinha o “inequívoco” valor patrimonial, cultural e ambiental do Complexo Monumental das Sete Fontes e as “inúmeras diligências” do executivo de Ricardo Rio com vista à sua recuperação, promoção e valorização.

Entre estas, aponta a suspensão do PDM em 18 de fevereiro de 2014 e o estabelecimento de medidas cautelares preventivas, e a anulação do espaço canal previsto para um lanço da EN103 que colocava em risco a integridade do monumento.

A intervenção de restauro, a conclusão dos estudos arqueológicos e hidrogeológicos, o arranjo e musealização da Mina do Dr. Amorim e a classificação da área no âmbito do PDM como espaço verde delimitado por Unidade Operativa de Planeamento e Gestão são outras iniciativas de valorização das Sete Fontes apontadas pela Câmara.

Com a criação do ecoparque, a Câmara, para além da dimensão de proteção de salvaguarda e conservação daquele monumento nacional, pretende promover um desenho que facilite a apropriação dos sistemas naturais (regeneração de habitats, promoção e instalação de novos habitats, caminhos da água, vegetação existente), sem deixar de considerar a dimensão social e recreativa.

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