Braga, quarta-feira

Braga com 24 turmas em isolamento profiláctico

Regional

09 Dezembro 2020

Redação

No ensino público, Braga tinha na sexta-feira passada 24 turmas em isolamento profiláctico, bem menos do que as 60 que chegou a ter em meados de Novembro, que foi um mês negro para o concelho.

Eram 24 as turmas do ensino público que estavam em isolamento profiláctico na passada sexta-feira, no concelho de Braga. Trata-se de um número bastante inferior ao verificado em meados de Novembro, quando chegaram a estar 60 turmas em isolamento.

O número foi avançado pelo presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, numa entrevista televisiva, onde o edil também analisou as medidas anunciadas pelo Governo para a quadra natalícia e Ano Novo.

O autarca deu conta de que depois um mês de Novembro “negro” para o concelho, espera que em Dezembro se mantenha a tendência de decréscimo de casos de Covid-19 registada nos últimos dias.
Ricardo Rio espera mesmo que Braga, que ainda está incluído na lista de concelhos com risco extremamente elevado, “desça de patamar” na actualização que o Governo vai fazer, no dia 18, da lista de risco dos concelhos face à Covid-19.

O autarca admitiu que em Novembro a situação epidemiológica no concelho foi muito grave, com vários dias a registar mais de 300 novas infecções por Sars-CoV-2.

Também o número de mortes asociadas à Covid-19 disparou em Novembro, depois de meses sem ter sido registado qualquer óbito.

Recorde-se que desde o início da pandemia até meados de Junho Braga tinha a lamentar 74 mortes, número que se manteve inalterado até ao final de Outubro. Na passada sexta-feira eram já 110 as vítimas mortais.

Apesar de a tendência demonstrar que a pandemia está a abrandar no concelho, Rio salienta que isso não significa que “se possam aligeirar as responsabilidades”, apelando à população para que continue a cumprir as recomendações das entidades de saúde.

Já relativamente às medidas anunciadas por António Costa para o Natal e o Ano Novo, Rio considera “pertinente” este desafogar de medidas na quadra natalícia, não só pelas razões históricas e culturais que marcam a época, mas sobretudo “porque num ano tão difícil como este, existirem restrições às reuniões de família iria ter um impacto imensurável que não justificaria, do ponto de vista prático, o ganho que resultaria de medidas mais restritivas”.

O presidente considera que tem existido um “pacto de confiança” entre os portugueses e o Governo, pacto que acredita que será mantido com o comportamento responsável dos cidadãos na época que se aproxima.

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