Braga, quarta-feira

Braga e o Minho são ainda o habitat para muitos animais selvagens

Regional

17 Junho 2020

Redação

O bracarense João Ferreira está a realizar um trabalho exaustivo de levantamento da fauna selvagem que ainda tem habitat nos recantos do concelho de Braga e no Parque Nacional da Peneda-Gerês. Defende a salvaguarda destas espécies com a preservação da floresta autóctone.

A ‘vaca loura’ (insecto), a salamandra-lusitânica (anfíbio raríssimo) e mamíferos como o texugo, o esquilo, a raposa, o javali e a gineta são algumas das espécies de vida selvagem que podem ser encontradas no concelho de Braga, mas apenas em locais especiais e devidamente salvaguardados como a cerca do Mosteiro de Tibães e o Bom Jesus.

Estes ‘tesouros’ que retratam a vida selvagem que existe no concelho de Braga, mas também no Parque Nacional da Peneda-Gerês, estão a ser registados por João Ferreira, um bracarense ‘apaixonado’ pela área e pela fotografia.

Este é um hobbie que potencia nas redes sociais, onde exibe uma imensa colecção de imagens de animais raros, difíceis de ser encontrados pelo ser humano, a não ser em áreas muito bem preservadas, sobretudo ao nível florestal, e que só é possível avistar com tempo e muita parcimónia.

Aos 33 anos, João Ferreira tem ‘mil e uma histórias’ para contar, de bichos e bicharocos que descobre em cada incursão pela mata ou pela floresta. “Quando descubro a existência de um animal raro num determinado habitat, vou investigar tudo sobre ele e perceber onde, como e a que horas o poderei encontrar para fotografar”, afirma o fotógrafo de Natureza.

“Este é um trabalho que pode durar até anos”, confessou, recordando a primeira vez que conseguiu captar o lobo ibérico no Gerês em 2017. “Já tinha começado a planear o registo desde 2015, mas já fazia as pesquisas e o estudo há mais anos”, recorda. “Aquele dia em que consegui finalmente foi um ‘golpe de sorte’ também. Eu estava, como sempre que é preciso, completamente camuflado e praticamente imperceptível e avistei os dois lobos a movimentar-se. Foi a minha oportunidade para o registar pela primeira vez”, contou, ainda inebriado pelo êxtase que o feito lhe provocou. Essa espera durou mais de seis horas, mas garante que “valeu a pena”. “O lobo ibérico é uma espécie protegida e pode ser encontrado no Gerês, mas também noutras áreas como Vila Verde, Amares, Vieira do Minho e Paredes de Coura, por exemplo”, afirmou.

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