Braga, quinta-feira

Câmara cria condições para usufruto imediato das Sete Fontes

Regional

09 Fevereiro 2021

Marta Amaral Caldeira

Detentora agora de uma área considerável de terrenos nas Sete Fontes, a Câmara vai avançar de imediato com a limpeza do espaço e a criação de condições para o seu usufruto por parte da população.

A Câmara de Braga vai iniciar de imediato a limpeza dos terrenos adquiridos na zona das Sete Fontes com o objectivo de criar condições que permitam o seu usufruto por parte da população, de acordo com o projecto paisagístico elaborado sob a coordenação da arquitecta Teresa Andresen.

A iniciativa surge na sequência da aprovação da proposta de aquisição de mais duas parcelas de terreno a um dos proprietários, com uma área total de 51,6 metros quadrados.

“Partimos para este sonho sem um único metro quadrado de terreno nas Sete Fontes. Hoje, a Câmara Municipal já tem uma parcela considerável e esperamos que em breve a mesma venha a ser ampliada na sequência das negociações que ainda estão a decorrer”, referiu Ricardo Rio aludindo não só as negociações com outros proprietários privados como com o Ministério da Saúde que é detentor de 11,34 hectares de terrenos indexados ao Hospital de Braga.

Actualmente, a área prevista para a execução do Parque das Sete Fontes de domínio público já é ligeiramente superior à área de domínio privado.

Do lado da oposição há unanimidade quanto à mais-valia da criação do futuro Parque das Sete Fontes, não só pelo que representa para usufruto da população, mas também para a preservação do património ecomonumental. As críticas vão para a demora na concretização do projecto.

“O que está a ser votado hoje é praticamente o que o PS tinha proposto em 2013”, afirmou Artur Feio, considerando que a autarquia têm demonstrado “falta de estratégia” na condução de todo este processo.

“Perdemos oito anos relativamente ao avanço no Parque das Fontes”, rematou Feio.

Já Bárbara Barros, da CDU, também se congratulou com o importante passo dado com a aquisição de terrenos ao maior proprietário privado.

Em resposta, o vereador Miguel Bandeira congratulou-se com “o amplo apoio” que este projecto tem por parte da oposição : “Este é um momento de regozijo para todos”. A Artur Feio respondeu que “este processo já poderia estar concluído há 25 anos”.

Já o presidente da Câmara garantiu que “em circunstância alguma a Câmara Municipal suspendeu ou atrasou o processo” do Parque das Sete Fontes. “Ele segue o seu curso desde 2013, com determinação e segurança para não expor a Câmara Municipal a situações que possam ser consideradas lesivas do interesse público”, vincou. Rio garantiu ainda que “todas as etapas” do processo de aquisição de terrenos “foram e são cumpridas com postura de total transparência, com todos os proprietários, desde a primeira hora”.

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