Braga, quarta-feira

Câmara de Esposende pede responsabilidade na abertura do novo ano lectivo

Regional

10 Setembro 2020

Redação

Ano lectivo de 2020/2021 fica marcado pela pandemia do Covid-19, o que levou a autarquia a apelar ao envolvimento de todos para que as escolas não sejam locais de contágio.

Responsabilidade e compreensão foi o que a Câmara Municipal de Esposende pediu ontem aos agentes educativos do concelho, na cerimónia de abertura do ano lectivo.


Perante um auditório composto por por professores e dirigentes escolares, o autarca de Esposende, Benjamim Pereira, lembrou o momento “atípico” que estamos a atravessar e que exige esforço e união por parte de toda a sociedade. “Essencialmente a palavra de ordem é responsabilidade, é dedicação, é profissionalismo. Estamos a passar todos uma grande provação e o município tem uma posição de cooperação total e de presença permanente nas escolas”, afirmou Benjamim Pereira.
 

O edil aferiu que o município está preparado para enfrentar a pandemia, mas lançou um alerta: “casos (de Covid-19) vão aparecer de certeza absoluta, mas quando aparecerem esperamos que não tenham o impacto de forma a encerrar uma escola”.


O autarca referiu ainda que a normalidade do ano escolar depende muito das atitudes preventivas adoptadas pela comunidade, para evitar a propagação da pandemia. “Se as pessoas forem responsáveis, se evitarem os aglomerados, se evitarem as festas, se tiverem esses cuidados, certamente não haverá muitas cadeias de infecção e isso não passará para a escola”, considerou Benjamim Pereira.
 

Desde o início da pandemia, em Março passado, o concelho de Esposende registou 99 casos de Covid-19. “Somos 35 mil habitantes no concelho e os dados não são maus. Não tivemos problemas graves até agora. Recebemos muita gente no Verão e passar dos setenta e poucos casos para os 99 não é nada que não estivéssemos à espera. Enquanto for assim, é gerivel. O risco é o que vamos fazer agora, ao abrir as escolas, mas vamos ter de lidar com essa realidade”, disse Benjamim Pereira.


A comunidade escolar ficou a conhecer, no encontro, como deve agir caso sejam detectados casos suspeitos entre os alunos dos vários agrupamentos de escolas do concelho.
 

Um milhão para o sucesso escolar
 

O combate ao insucesso escolar é uma das grandes apostas do município para o ano lectivo de 2020/2021. Na sessão de abertura do ano lectivo, que serviu também para apresentar os programas educativos municipais (cerca de 65), o presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, destacou que foi alocado “quase um milhão de euros, para três anos”.


Tendo consciência de que muitos dos projectos autárquicos não terão condições para serem executados, devido à pandemia, Benjamim Pereira, destacou o projecto EduEsposende. “Nós criamos este projecto antes da pandemia e tivemos o arrojo de pensar na literacia digital, antecipando o que seriam as necessidades impostas pela permanência em casa.Compramos, inicial- mente 200 computadores para o primeiro ciclo, e tivemos de comprar mais 200 computadores para satisfazer toda a comunidade escolar”, declarou o autarca esposendense.
 

Benjamim Pereira revelou ainda que a Câmara Municipal vai continuar a ajudar os alunos do ensino básico e as respectivas famílias com a oferta de manuais escolares (aos quais se juntam, este ano lectivo, as fichas da disciplina de ‘Inglês’) e com a oferta de passes para os transportes escolares.


Por causa da pandemia, a entrega dos valores das Bolsas de Estudo para alunos que frequentam o ensino superior decorre a partir de amanhã, mas o valor será enviado pelo Correio para as residências dos contemplados. Os Programas Educativos Municipais podem ser consultados de forma detalhada no Portal Educativo do município.
 

Municipio só aceita competências boas para a comunidade
 

O autarca de Esposende, Benjamim Pereira, lamentou ontem, durante a sessão de abertura do ano lectivo, um desfasamento entre as necessidades dos municípios e os apoios do Governo. O edil deu como exemplo as intervenções feitas pelas câmaras municipais nas escolas.
 

“Não excluimos a possibilidade de colaborarmos com o Estado, no sentido de assumirmos algumas das competências, desde que elas sejam benéficas para a comunidade escolar, e que permitam uma intervemção mais rápida aos vários níveis. Claro que não podemos fazer isso de forma irresponsável”, indicou Benjamim Pereira.


O autarca assegurou que nunca aumentaria os impostos municipais para fazer face à transferência de competências.


“Não é assim que as coisas funcionam, e por isso temos de ser muito cautelosos. Estamos a fazer uma avaliação de todo o parque escolar, para saber quais são os encargos que vêm junto com a transferência de competências e depois sentámo-nos à mesa para conversar” com o Governo, referiu Benjamim Pereira.

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