Braga, sábado

Câmara de Famalicão acusa governo de insensibilidade na duplicação da Taxa de Gestão de Resíduos

Regional

18 Dezembro 2020

Redação

Em tempo de pandemia, o município de Famalicão vai suportar o encargo da actualização das tarifas de água e saneamento. Quanto ao aumento da Taxa de Gestão de Resíduos, aplicado pelo governo, já se reflectirá na factura ambiental.

A actualização das tarifas da água e saneamento não se vai reflectir na factura dos famalicenses.


A proposta foi aprovada ontem, em reunião de câmara de Vila Nova de Famalicão, de que será o município a assumir esse cargo, resultante da taxa de inflação.
 

 Um aumento que os famalicenses não iriam sentir nos seus orçamentos familiares, se não fosse o aumento da Taxa de Gestão de Resíduos que o governo decidiu duplicar a partir do próximo ano.


Uma situação que o presidente da câmara de Famalicão lamenta, acusando o governo de uma “enorme insensibilidade, num ano particularmente difícil em que as famílias e as empresas passam por dificuldades. Num ano em que há mais desemprego e isso afecta as famílias estar a aumentar os encargos com serviços essenciais é revelador de uma insensibilidade perante a situação”, denunciou Paulo Cunha, relevando que dirigiu uma carta ao ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, expondo o seu descontentamento “incentivando a que mude de opinião dessa errada decisão”, porém o ministro já fez saber que “não há recuo possível nesta matéria”.
 

Quanto à água e saneamento, Paulo Cunha explica que a câmara vai assumir o aumento na factura, no valor global de 200 mil euros, justificando que “o município não poderia passar este encargo para os famalicenses, dado o contexto de pandemia”.


Segundo o autarca famalicense, “todos os anos, a empresa nacional Águas do Norte responsável pelo fornecimento da água e tratamento do saneamento ao município, e a empresas Resinorte, responsável pela gestão dos resíduos, fazem a actualização dos seus preços, o que resulta habitualmente num aumento das facturas dos utilizadores. Este ano, dado o contexto que vivemos de pandemia, que tem provocado cortes nos orçamentos das famílias e impacto na economia, decidimos assumir esses aumentos”.


No caso da Taxa de Gestão de Resíduos, o edil famalicense esclarece que “a essência da taxa pressupõe que são as pessoas a pagar. Se o objectivo é o que cada cidadão produza menos resíduos, se não houver um aumento do custo para cada cidadão do custo dos resíduos, esse cidadão não vai produzir menos resíduos porque não vai sofrer as consequências de produzir mais resíduos do que aquilo que sempre produziu”.
 

Foi também aprovado o Programa Municipal de Apoio Financeiro a Bolsas de Investigação que visa apoiar investiga- dores ou bolseiros que pretendam desenvolver os seus projectos de investigação no concelho com um prémio financeiro no valor de 5 mil euros.As candidaturas deverão arrancar no início do segundo trimestre de 2021.

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