Braga, quinta-feira

Câmara de Vila Verde aprova orçamento de 44,5 milhões de euros para 2023

Economia

18 Novembro 2022

Lusa

A Câmara de Vila Verde, distrito de Braga, aprovou, com um voto contra e uma abstenção, o Orçamento e Grandes Opções do Plano para 2023, num valor global superior a 44,5 milhões de euros, anunciou o município.

Em comunicado, a autarquia liderada em maioria por Júlia Fernandes (PSD) diz tratar-se “de um documento musculado, com reforço da capacidade de investimento para concretização de obras e captação máxima dos apoios comunitários, assegurando ainda uma maior intervenção social face à nova crise inflacionista”, e classifica o orçamento como “mais social e investidor”.
 

O orçamento para 2023 é superior ao deste ano (40,7 milhões de euros) e teve o voto contra do vereador do PS, António Esquível, e a abstenção de Fernando Silva, vereador eleito pelo partido Chega.
 

Para a presidente da Câmara, Júlia Fernandes, citada no comunicado, este orçamento “assegura um conjunto de investimentos importantes em infraestruturas e equipamentos públicos para o desenvolvimento sustentável do concelho”, numa opção estratégica que é conciliada com decisões que visam “proteger e apoiar as famílias perante as projeções pessimistas sobre a evolução das economias nacional e internacional”.
 

A maioria sustenta que a proposta demonstra “as preocupações sociais do município”, que se refletem, nomeadamente, sobre a política fiscal, “com a opção pelas taxas mínimas legais e reduções ou até isenções sobre impostos”.
 

“Trata-se de um orçamento que reflete, de forma objetiva, a opção de colocar as pessoas como a grande prioridade e o centro das nossas preocupações, na construção de um concelho cada vez mais solidário, inclusivo, moderno e competitivo”, afirmou Júlia Fernandes.
 

A autarquia frisa que “a educação e a ação social emergem no orçamento camarário de 2023 como setores essenciais da atuação municipal”.
 

Júlia Fernandes destaca “a necessidade permanente de apostar na formação dos mais jovens, preparando-os para os desafios do futuro, sem esquecer o necessário apoio aos mais idosos e às populações mais carenciadas do ponto de vista económico e social”.
 

Os montantes previstos para obras e ambiente, educação e ação social – com um total que ascende a cerca de 26 milhões de euros – absorvem a grande parte das verbas destinadas a investimento, comportando quase 60% do total do orçamento municipal para 2023.
 

“A requalificação das vias de comunicação, o abastecimento de água e a ampliação da rede de saneamento mantêm-se como apostas prioritárias, num plano de ação que abarca ainda a conclusão de diversos equipamentos públicos, como a Extensão de Saúde do Pico de Regalados, Casa dos Saberes e Sabores, Adega Cultural, Centro interpretativo do Artesanato em Cerâmica de Prado e a Ecovia do Homem-Cávado”, lê-se no comunicado.
 

Segundo o município, 2023 “ficará ainda marcado pelo avanço do Eixo Rodoviário Norte-Sul (ligando Soutelo ao parque industrial de Gême) e do Parque da Vila, pela requalificação de eficiência energética nas piscinas de Vila Verde e Prado e pelo reforço da capacidade de captação e tratamento de água”.
 

A Câmara de Vila Verde acrescenta que estão ainda previstos mais quatro quilómetros na rede de água e em ligações de saneamento, assim como a ampliação do Parque Empresarial de Gême e a consolidação de áreas industriais.
 

Com “máxima exigência e rigor na gestão pública”, o município assume a prioridade para “projetos estruturantes no reforço da qualidade de vida e do bem-estar das populações”, através de “uma política virada para as pessoas, para as necessidades das famílias, com discriminação positiva dos mais frágeis e desprotegidos, das crianças e dos jovens”.
 

Contactado hoje pela agência Lusa, o vereador do PS na Câmara de Vila Verde, António Esquível, disse que votou contra a proposta do orçamento para 2023.
 

“Não me revejo naquela forma de trabalhar no concelho de Vila Verde. Tenho uma visão completamente diferente”, explicou António Esquível.
 

O vereador eleito pelo Chega, Fernando Silva, optou por se abster na votação.
 

Fernando Silva explicou hoje à Lusa que “não podia votar a favor nem contra”, criticando o facto de ter recebido o documento “com cerca de 400 ou 500 páginas, apenas dois dias antes” da votação, admitindo que não teve tempo para o analisar devidamente.

Deixa o teu comentário