Câmara, Junta e Paróquia iniciam musealização de Santa Marta das Cortiças

Regional

04 Julho 2021

José Paulo Silva José Paulo Silva

Protocolo para a musealização e criação de condições de visita à Estação Arqueológica do Monte de Santa Marta das Cortiças é assinado este mês. Câmara Municipal cria parceria com Paróquia e Junta de Freguesia de Esporões.

A Câmara Municipal de Braga, o Conselho Económico da Paróquia de Esporões e a Junta de Freguesia local vão celebrar um protocolo de colaboração com vista à musealização e adequação à visita da Estação Arqueológico de Santa Marta das Cortiças.

O documento é votado esta segunda-feira, em reunião extraordinária da vereação, assumindo as três entidades o estudo, conservação, valorização e divulgação de vestígios de ocupação humana daquele local entre o Calcolítico e a Alta Idade Média, os quais, apesar de classificados, encontram-se em estado de abandono.

Sob proposta do vereador do Património, Miguel Bandeira, a Câmara Municipal assume o financiamento de um plano que, até 2022, criará as condições para a integração da Estação de Santa Marta das Cortiças no roteiro arqueológico do concelho de Braga.

Numa primeira fase, a iniciar ainda este ano, será feita a remoção de vegetação e inertes que cobrem as ruínas de um antigo povoado fortificado pré-romano, habitações castrejas, palácio suevo-visigótico e de uma basílica paleocristã.

Serão também criados circuitos de visita, feito o arranjo paisagístico da zona envolvente e elaborado o estudo arquitectónico para um futuro centro interpretativo.

As ruínas encontram-se perto da capela de Santa Marta das Cortiças, local de devoção popular muito procurado, cujas estruturas de apoio serão agora compatibilizadas com o centro de interpretação e recepção.

Da segunda fase do projecto de musealização da Estação Arqueológica de Santa Marta das Cortiças consta a execução do centro interpretativo e de recepção, que acolherá uma exposição monográfica sobre o sítio e conteúdos multimédia acessíveis em auditório virtual.

Recentemente, o vereador Miguel Bandeira destacou que “este projecto vem valorizar um dos lugares mais emblemáticos de Braga, onde existem muitas referências muito para além do já conhecido pedestal da Nossa Senhora da Assunção”.

Segundo o responsável pelo pelouro do Património na Câmara Municipal, “poucos se recordarão que uma das primeiras escavações arqueológicas que foram aqui realizadas em 1955, deu-nos a saber que neste local existem elementos que vão desde a Pré-História à Idade do Ferro ou à cultura castreja”, relevando a existência no ponto mais alto do concelho de Braga, de testemunhos de uma basílica suévica, edificação “do tempo em que Braga era a capital da Galécia, uma região que vai desde Finisterra, no Norte da Galiza, até ao Douro”.

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