Braga, quarta-feira

Canil/gatil vai ser deslocalizado para espaço periférico do concelho

Regional

20 Julho 2021

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Centro de recolha oficial vai ser deslocalizado para um espaço periférico do concelho. O novo espaço vai permitir resolver os problemas de ruído causados pelos animais. Foi ainda anunciado que os voluntários podem regressar ao CRO para a semana.

O presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, e o administrador da Agere, Rui Morais, anunciaram ontem que o Centro de Recolha Oficial (CRO) de Animais de Braga, vai ser deslocalizado, estando em estudo qual o melhor local para acolher o novo canil/gatil.


“A muito curto prazo vamos deslocalizar esta valência para um lugar periférico do concelho. As opções ainda estão em estudo, mas o objectivo é que seja uma localização com melhores acessibilidades e que permita melhores condições para o funcionamento do CRO”, referiu Ricardo Rio, realçando que esta decisão vai também dar resposta às queixas dos moradores nas imediações do canil, que têm de suportar o ruído produzido pelos animais, nomeadamente durante a noite.
 

 Já Rui Morais acrescentou que apesar de ainda “estar em fase de selecção do melhor local” para o novo CRO, é certo que “este será um processo rápido, porque não vamos inventar nada. Vamos contratar especialistas para desenhar um espaço que seja eficaz no objectivo de termos um centro de recolha”. A perspectiva é “ter a obra já em 2022”.


Morais salientou que neste processo, “o mais importante é mesmo escolher localização para que depois não se crie novamente problemas de ruído a incomodar munícipes”.
 

 Quanto ao actual CRO, o equipamento vai manter-se e vai ser utilizado sobretudo como espaço de clínica para esterilização e tratamento de animais.


Ontem, na visita ao CRO localizado em Real, Ricardo Rio aproveitou ainda para evidenciar as melhorias realizadas no canil/gatil nos últimos anos, lembrando que aquele equipamento chegou a ser conhecido a nível nacional pelas suas más condições, sendo “designado muitas vezes de matadouro”.


“Nos últimos anos, a Agere e a Câmara Municipal criaram melhor condições de acolhimento de animais, espaços melhores e mais amplos, num trabalho feito “em articulação as associações de defesa dos animais e dos voluntários que foram passando pelo CRO e que só interromperam a sua actividade devido à pandemia”. A este propósito, Rio anunciou que a partir da próxima segunda-feira os voluntários podem voltar ao CRO, garantindo-lhes que “mesmo na sua ausência, justificada pela pandemia, nada faltou aos animais, pois os colaboradores do CRO foram incansáveis”.


O edil destacou ainda que o CRO tem conseguido cumprir um dos seus principais objectivos que se prende com a promoção da reintegração dos animais na sociedade. Anunciou que só este ano já foram adoptados ali dois terços do número do total de adopções do ano passado.
 

 Já Rui Morais especificou que desde o início deste ano já foram adoptados 235 cães. Em todo o ano de 2021 foram adoptados 316. Relativamente a gatos foram já adoptados 219, já bem mais do que os 192 adoptados durante todo o ano passado.


Durante a visita foi também abordada a questão do controlo da população animal através das campanhas de esterilização, realizadas em estreita colaboração com diversas clínicas veterinárias do concelho. Segundo Ricardo Rio, já foram investidos 150 mil euros nos serviços prestados pelos privados.

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