Braga, quarta-feira

Carlos Paula Cardoso alertou para a ausência de competição jovem pode ter custos para a saúde pública

Desporto

05 Dezembro 2020

Redação

A ausência de competição desportiva nos escalões de formação devido à pandemia de covid-19 pode ter custos mais tarde, em termos de saúde pública, alertou hoje o presidente da Confederação do Desporto de Portugal (CDP).

A ausência de competição desportiva nos escalões de formação devido à pandemia de covid-19 pode ter custos mais tarde, em termos de saúde pública, alertou hoje o presidente da Confederação do Desporto de Portugal (CDP).

Carlos Paula Cardoso explicou que essa foi uma das preocupações secundadas pelo Bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, na reunião que as duas entidades mantiveram hoje com a Direção-Geral da Saúde.

“Não podemos deixar que a ausência de competição desportiva no dia de hoje em relação à população mais jovem tenha um efeito pior à posteriori do que se tivesse havido abertura para a prática desportiva desses escalões etários”, disse o presidente da CDP.

A reunião serviu para “trocar impressões sobre um tema que preocupa tanto a CDP como a Ordem dos Médicos” e para, além de chamar a atenção para estas questões, colocar as duas entidades “à disposição uma da outra para continuar a discutir os problemas” à medida que a situação da pandemia de covid-19 for evoluindo.

“Do ponto de vista desportivo, estamos a perder uma geração porque, nestas idades jovens, de 14, 15 ou 16 anos, há um momento em que não fazendo aquilo naquela altura perde-se o desenvolvimento físico das pessoas”, lembrou Carlos Paula Cardoso.

Outro tema abordado foi o abandono da prática desportiva de “uma elevadíssima percentagem” de jovens devido à ausência de competição, que se “vai repercutir mais tarde”.

“Há um hiato, uma etapa de desenvolvimento que não se verifica naquele momento e que, não se verificando, não é recuperável mais tarde”, frisou o presidente da CDP.

Em comunicado, o CDP refere que presidente “manifestou as suas preocupações” e abordou a questão que considera “premente” da necessidade de “alteração da norma que define o nível de risco de transmissibilidade de cada uma das modalidades”, uma vez que considera que a mesma se encontra “desfasada da realidade”.

No entanto, Carlos Paula Cardoso explicou que não foi definida qualquer meta temporal com a DGS para o fazer e “nem era esse o objetivo da reunião”.

“O objetivo era reconhecermos que, em conjunto, podemos colaborar em algo que nos preocupa muito agora para prevenir os efeitos nefastos em que isto se vai traduzir a curto e médio prazo”, concluiu.

Deixa o teu comentário