Braga, quinta-feira

Carnaval do Minho celebrado online com fotos e vídeos de edições anteriores

Regional

17 Fevereiro 2021

Marta Amaral Caldeira

Sem foliões na rua, o Carnaval2021 fez-se nas redes sociais, com dezenas de imagens, vídeos, documentários e registos das últimas edições. Do Baixo ao Alto Minho, os municípios e associações fizeram questão de partilhar memórias e reviver a folia.

O dia maior deste Carnaval’2021 fez-se sem a alegria e diversão contagiante que, por norma, sai à rua no dia de feriado. Mas do Baixo ao Alto Minho, as tradições mais antigas que enterram o Inverno e as mais recentes, que animam qualquer um ao ritmo do samba brasileiro, foram revividas online, ao sabor das memórias com fotografias, vídeos, reportagens e documentários das edições carnavalescas dos últimos anos que têm feito vibrar toda a região.

Em Braga, há algumas freguesias que vivem o Carnaval tradicional, como a Freguesia d’Este ou de Palmeira, recorrendo à paródia e ao escárnio para fazer críticas construtivas sobre o que vai acontecendo no país, divertindo quem participa e quem assiste na rua e que vai sendo interpelado pelos comparsas.

Embora este ano estes corsos carnavalescos não tenham podido mostrar-se a público, dadas as contingências e o confinamento imposto pela pandemia de Covid-19 que impossibilita as aglomerações do ano passado, em Braga as memórias do Entrudo mais tradicional foram recordadas pela mão da Rusga de São Vicente - Grupo Etnográfico do Baixo Minho, que, ao longo dos últimos dias, desenhou um programa evocativo destas celebrações, recordando também a edição do ano passado da ‘Corrida do Entrudo - Olha o Home, lá vai o Home...’, arrastando centenas até ao centro da cidade.

Foi assim no ano passado. Centenas de mascarados percorreram as ruas da cidade, partindo das Palhotas até ao Coreto da Avenida Central, onde se lê em alta voz o testamento de Libório Caturra - um documento que inclui críticas satíricas aos governos e desgovernos das entidades públicas e sociais, seguindo em correria tresloucada até ao adro da Igreja de S. Vicente, onde o Entrudo é queimado, simbolizando a expurgação do velho para dar lugar ao novo - uma prática generalizada em várias regiões do país.

Mas nem só de tradições se faz, hoje em dia, o Carnaval do Minho. A comunidade brasileira, que cresceu muito nos últimos anos em Braga e na região, trouxe também as suas raízes carnavalescas e da forma alegre como vive a efeméride. Esses rituais foram replicados no ano passado na cidade de Braga, com o Jardim dos Chorões, ao lado do Campo das Hortas, a ‘virar’ um autêntico Bloco de Carnaval, intitulado ‘Minho de Janeiro’ ao som do ritmo do samba, do rufar das ‘baterias’ (tambores) e dos melhores ‘petiscos’ caracteristicamente ‘cariocas’.

Este ano, o Bloco ‘Minho de Janeiro’ não baixou os braços e fez questão de promover também uma iniciativa online, com o apoio, mais uma vez, do Município de Braga.
O evento consistiu numa apresentação de um grupo de samba, no estilo ‘Roda de Samba’ e foi transmitido via Youtube e Facebook.

Ao ‘Correio do Minho, a organização confessou que tem como objectivo futuro levar a cabo workshops de instrumentos a fim de criar aquela que será a bateria do ‘Bloco do Minho’ para acompanhar os desfiles, tal como acontece no Carnaval de rua das cidades do Brasil.

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