Braga, sexta-feira

Casa e quinta da Covilhã em Guimarães classificadas como de interesse público

Regional

19 Outubro 2020

Redação

O conjunto formado pela casa e quinta da Covilhã, em Fermentões, Guimarães, distrito de Braga, que teve intervenção do arquiteto Fernando Távora, foi classificado como monumento de interesse público, segundo uma portaria hoje publicada em Diário da República.

O conjunto formado pela casa e quinta da Covilhã, em Fermentões, Guimarães, distrito de Braga, que teve intervenção do arquiteto Fernando Távora, foi classificado como monumento de interesse público, segundo uma portaria hoje publicada em Diário da República.

A portaria refere que a quinta da Covilhã é uma propriedade de génese seiscentista, com habitação original datada de meados do século, e capela de 1680.

A casa foi primeiramente reformulada em 1705, sendo a última intervenção, da responsabilidade do arquiteto Fernando Távora, datada da década de setenta do século XX.

O conjunto é composto por casa nobre com capela adossada, envolvida por patamares ajardinados e bosque de carvalhos, e articulada com anexos e estruturas de apoio tradicionais, incluindo adega, lagar, alpendre e eira, para além da zona de mata, moinhos de água e campos de cultivo, onde hoje se destaca, sobretudo, a vinha em socalcos.

A quinta da Covilhã conserva-se na posse da família Távora deste a sua fundação, permanecendo, do mesmo modo, como quinta de produção agrícola até à atualidade.

“As transformações que o edifício principal sofreu, guiadas por uma sensível procura da autenticidade e integridade do edificado, em equilíbrio com a paisagem envolvente, não lhe retiraram o caráter de solar rural e casa de família nem desvirtuaram a sua feição vernacular. Pelo contrário, a intervenção de Fernando Távora tem sido considerada modelar, constituindo caso de estudo e investigação”, sublinha a publicação.

Acrescenta que “à exemplaridade desta intervenção, e ao valor intrínseco do imóvel e da sua história, vem somar-se a condição que este assume enquanto lugar de memória e testemunho perene do destacado arquiteto da ‘Escola do Porto’, evidenciando uma relação de grande cumplicidade e investimento material e afetivo, patente também na constituição do espólio, de grande valor artístico, que se conserva na casa da Quinta da Covilhã”.

A portaria de classificação data de 08 de outubro e é assinada pela secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Ângela Carvalho Ferreira.

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