Braga, quinta-feira

Casa em Guimarães com marca e memórias de Fernando Távora vai ser classificada

Diversos

18 Dezembro 2019

Lusa

A casa e quinta da Covilhã, em Fermentões, Guimarães, que têm a marca do arquiteto Fernando Távora e que foram o seu refúgio de lazer, estão em vias de classificação como monumento de interesse público.

Em anúncio publicado hoje em Diário da República, a diretora-geral do Património Cultural dá conta da “intenção” de propor à secretária de Estado da Cultura aquela classificação, com fundamento em parecer da Secção do Património Arquitetónico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura.
 

O processo de classificação fica em consulta pública durante 30 dias úteis, devendo os interessados apresentar as suas observações junto da Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN).
 

O pedido de classificação da Casa e Quinta da Covilhã deu entrada na DRCN em agosto de 2017, sendo subscrito por diversas personalidades, entre as quais os arquitetos Siza Vieira e Souto Moura.
 

Datada de 1533, a casa foi herdada, nos anos 70 do século passado, por Fernando Távora, que “riscou” o projeto de reabilitação e restauro do imóvel.
 

Na proposta de abertura do procedimento de classificação, uma técnica da DRCN sublinha o valor arquitetónico do imóvel, “como obra notável de recuperação e restauro, marcante no panorama da arquitetura portuguesa”.
 

Destaca ainda o “valor técnico-científico associado à originalidade, raridade e singularidade da obra, de tal forma que se constitui exemplo e caso de estudo e investigação para várias gerações de arquitetos”.
 

Em relação à quinta, que inclui um monumento à vinha assinado por Fernando Távora, diz que constitui “uma interessante e já rara” unidade de paisagem tradicional, bem conservada, que importa proteger”.

Os anexos agrícolas são tidos como bens de interesse técnico e material, no âmbito da preservação da arquitetura vernacular.
 

A proposta alude ainda ao valor simbólico da casa e quinta, “pelas memórias que encerra do seu criador, que estabeleceu com o espaço uma cumplicidade marcante, bem como pelas vivências que o sítio proporcionou a alunos e outros arquitetos nacionais e internacionais”.
 

Fernando Távora morreu em setembro de 2005.

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