Braga, segunda-feira

Castro Castroeiro de Mondim de Basto classificado como sítio de interesse público

Regional

13 Agosto 2020

Lusa

O Castro do Castroeiro, em Mondim de Basto, foi classificado como sítio de interesse público, segundo uma portaria publicada hoje em Diário da República que o considera um importante testemunho das formas de ocupação do território.

Localizado numa pequena elevação a curta distância do alto de Nossa Senhora da Graça, aquele povoado da Idade do Ferro está integrado numa larga mancha granítica, na freguesia de São Cristóvão de Mondim de Basto, e detém um domínio estratégico sobre o vale do rio Tâmega.
 

“A dimensão e a longa cronologia do local, que chegou a ser utilizado na época romana, bem como a integridade das estruturas, conferem ao Castro do Castroeiro elevado valor histórico e científico, constituindo um importante testemunho das formas de ocupação do território e das culturas proto-históricas”, refere o documento assinado pela secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Ângela Carvalho Ferreira.
 

O vice-presidente da Câmara de Mondim de Basto, Paulo Mota, disse à agência Lusa que esta classificação vai ao encontro de uma pretensão antiga desta autarquia do distrito de Vila Real e que o processo se iniciou já nos 90 do século passado.
 

A portaria explica que o povoado da Idade do Ferro é composto “por um complexo sistema defensivo constituído por duas robustas cintas de muralhas de planta ovalada, adaptada à topografia local, reforçadas por um fosso escavado no afloramento granítico do lado mais vulnerável”.
 

Acrescenta que na plataforma central e numa plataforma lateral escavaram-se núcleos habitacionais compostos por estruturas de formas diversas, as quais, juntamente com o espólio cerâmico recolhido, permitem identificar duas ocupações do local.
 

Foi ainda identificado, na superfície, um “complexo significativo de afloramentos graníticos, insculturas cronologicamente atribuíveis ao Bronze Final, período presumivelmente anterior ao considerado para a edificação do povoado, onde predominam motivos geométricos”.
 

Tendo em vista a necessidade de proteger o sítio, foi fixada uma Zona Especial de Proteção (ZEP) que tem em consideração a relação privilegiada do castro com a envolvente e com a vizinha Estação Rupestre de Campelo, situada a Norte.
 

Foi também criada na ZEP “uma área de sensibilidade arqueológica”.
 

Paulo Mota apontou que a ZEP é uma zona de “imensas figuras rupestres” e considerou que se trata de um “valor patrimonial que está um pouco em bruto, por explorar, divulgar e promover” e considerou que, “há aqui, um potencial enorme para Mondim de Basto.
 

“Esta classificação vem proteger este património e é, sem dúvida, uma ótima notícia”, frisou.
 

Paulo Mota lembrou que os anteriores executivos municipais conseguiram proteger este património da “ameaça das pedreiras” e disse ainda que o castro tem sido alvo de várias campanhas de escavação, a última das quais terminou em 2019.

O vice-presidente realçou que o município quer avançar com um projeto, que resultou de uma tese de mestrado e visa “dotar toda esta área de infraestruturas e de condições para potenciar a visitação” do castro e da estação rupestre.

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