Braga, terça-feira

CDS-PP/Braga alerta para aumento das necessidades sociais

Regional

21 Fevereiro 2021

Redação

O sector social foi tema de um webinar realizado pela Concelhia do CDS--PP de Braga. O presidente Altino Bessa diz que é preciso reforçar respostas.

O apoio que as instituições do sector social têm dado às populações mais carenciadas e mais vulneráveis e que viram a sua situação agravar-se com a pandemia de Covid-19 foi enaltecido num webinar sobre o tema promovido pelo CDS-PP de Braga. Altino Bessa, presidente da concelhia e vereador da Câmara Municipal de Braga, alerta para o aumento das “necessidades sociais” a que é preciso continuar a dar resposta.


A ‘Pandemia do terceiro sector’ foi o tema deste webinar que teve como convidados Helena Pina Vaz, mentora e coordenadora do projecto ‘Virar a Paágina’, David Rodrigues, adjunto executivo da direcçãoo na delegação de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa e Nuno Santos, responsa?vel pelo departamento financeiro da Cáritas de Braga.


 “O terceiro sector é onde se sentem, de forma mais acentuada, as calamidades. Considero que há um desequilíbrio injusto porque os apoios não fazem face às dificuldades que advêm dos estados calamitosos”, indica Helena Pina Vaz, criticando “a burocracia” que, muitas vezes, é um entrave ao apoio emergente. “Há problemas novos, mas outros são resultado da crise que vivemos em Portugal há vários anos. Nem toda a gente conseguiu recuperar da crise. Sabemos que o salário mínimo nacional aliado aos valores de RSI, por exemplo, não permite uma vida digna a muitas famílias portuguesas. Isto afecta-nos a todos ou deve afectar-nos a todos”.
 

Para David Rodrigues, da Cruz Vermelha, é preciso não descurar os mais idosos e a forma como a pandemia os afectou em primeiro lugar. “Foi nos lares que a pandemia entrou em força na primeira vaga. Nos lares de idosos a resposta para mitigar o caos não podia ser de isolamento. Apesar de alguma falta de coordenação no início dos trabalhos no terreno, as brigadas das várias instituições do concelho adaptaram-se. Foi um trabalho muito bem articulado. Vimo-nos obrigados a reorganizar os recursos humanos e nesta fase estamos expectantes e com algum receio do que virá no futuro próximo com o pós moratórias ou layoff. Temos que fazer uma preparação para enfrentar os desafios que surgirão a nível social”, disse.
 

Nuno Santos, da Cáritas, diz que neste momento a grande preocupação que paira no sector social é como se irá organizar para dar resposta ao volume de trabalho que se aproxima. “Desconfio que nos próximos tempos o atendimento social terá que ter ainda mais reforçado para dar resposta às solicitações. Desde 2011/2013 que não assistíamos a um volume tão elevado de pedidos de apoio. É importante alertar para o desemprego que já se faz sentir no concelho, principalmente nas áreas da restauração e trabalhos precários. A comunidade brasileira, por exemplo, foi muito atingida pelo encerramento de espaços de restauração

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