Braga, quarta-feira

CDS promove debate sobre novos desafios da gestão autárquica

Regional

02 Julho 2021

Redação

Comissão Política dos centristas realizou mais Conversas com Rosto. Descentralização, futuro do poder local e pandemia em discussão.

O professor catedrático da Universidade do Minho, António Candido Oliveira, defendeu na tertúlia ‘Os desafios da gestao autarquica: organização e sustentabilidade’, promovida pela comissão política concelhia do CDS, que o cenário político “vai mudar depois desta pandemia”.


Este especialista em administração local adiantou que “a questão e saber se vai mudar muito ou pouco”, confessando que gostava que “mudasse muito na administração pública, porque só o bom funcionamento desta permitira o bom funcionamento da democracia. So ha uma boa democracia se houver uma boa administração pública”.


Cândido de Oliveira acrescentou que “neste momento o debate político e parco” e que “a democracia não se faz de uma só pessoa, mas sim de equipas, porque tão importante quanto o presidente de um Município é a sua equipa. Os programas eleitorais sa?o cruciais. Uma candidatura que se preze tem de ter uma página web onde esteja plasmado o programa eleitoral, a equipa, entre outras informações importantes”.


Sobre a gestão da conjuntura pandémica a nível local, Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, afirmou, neste debate, que o que fica no ar é a pergunta “como podemos contribuir para conter os impactos desta pandemia”, respondendo ele próprio que “estamos sujeitos a microfeno menos que não conseguimos controlar. Nesta medida, um autarca da o melhor de si para acorrer as necessidades sentidas pela população.


Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal de Famalicão, aludiu, por sua vez, que as autarquias locais foram a primeira frente de combate nesta pandemia e, em muitas circunstáncias, “chegaram primeiro que o Estado”.


Considerou que “as autarquias, na sua generalidade, deram um exemplo de maturidade” e que “o país não sofreu mais consequências devido a rápida e eficaz resposta das autarquias que se anteciparam nas medidas de prevenção, criando uma almofada que suportou as diversas dificuldades sociais”.


Na mesma linha de raciocínio, António Cândido Oliveira destaca que as autarquias agiram em resposta ao que se pedia, ou seja, na defesa da saúde pública ao ponto de suprir lacunas do Estado.


“Esta é uma ‘guerra’ em que as autarquias não esperaram que o Estado fizesse. Agiram sempre com o objectivo de defender o interesse da população. Quem não percebe que os municípios tem um campo de açãoo vasto, não sabe a sua importancia”, realçou o professor universitário.


Os participantes no debate promovido pelo CDS concordaram que a tendência de futuro é que as responsabilidades dos municípios aumentem.


Neste sentido, os quadros técnicos de boa qualidade são fundamentais para a boa gestão das autarquias, concordando os dois presidentes de câmara e o académico que não haverá uma democracia séria a nível nacional sem uma democracia bem vivida ao nível local.

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