Braga, sábado

Centro de Ciência Viva adapta oferta e continua a manter um público regular

Regional

25 Agosto 2020

Lusa

O Saber de Experiência Feito é o mote para o Centro de Ciência Viva de Braga, que, apesar de ter visto diminuir o número de visitantes, dada a limitação das actividades, tem mantido a sua oferta e público regulares.

Habituado a milhares de visitantes, o Centro de Ciência Viva de Braga finta a pandemia com o programa especial de Verão com actividades diversas desde a Astronomia à Biologia, conseguindo cativar os apaixonados pelo ‘espírito científico’. As circunstâncias mudaram e as actividades foram “adaptadas” à nova realidade, com muitas acções a decorrer no exterior, outras no interior para pequenos grupos e outras à distância via Internet.


Longe dos 23 mil visitantes que no ano passado passaram pelo espaço, o director, João Vieira, estima que este ano esse número fique pelos 50 por cento e indica que, neste momento, o foco é mesmo o projecto desenvolvido com as escolas, cujo ‘modelo’ está agora a ser preparado, até porque “80 por cento do nosso público visitante é público escolar”.
 

Depois de ter estado encerrado durante algum tempo, o Centro de Ciência Viva de Braga voltou a reabrir por decisão da Rede de Centros de Ciência Viva em Junho último e, desde então, tem promovido uma oferta diversificada de actividades, além do programa de Verão, mas para grupos mais pequenos.


“Nesta reabertura do nosso Centro de Ciência Viva preparámos um programa especial com componentes essenciais como a segurança para os visitantes, daí que tenhamos sido uma das primeiras entidades a ter o selo ‘Clean&Safe’ - e que é algo que nos tem obrigado a um esforço financeiro maior, pois a diminuição dos visitantes veio também diminuir as nossas receitas próprias”, apontou. “Neste novo programa que desenhámos, passámos a privilegiar as actividades no exterior e nos espaços fechados criámos regras com a limitação de participantes, nomeadamente no ‘Planetário’ - que antes podia ser uma experiência para um grupo de 30 ou mais pessoas e agora está limitado a grupos de oito e nove elementos”.
 

Todas as actividades no interior do centro, como a actividade científica realizada à volta do ‘charco’, onde se podem observar os girinos através de lupas e microscópios, passou a ser feita de forma digital. “Tivemos que adquirir novos equipamentos precisamente para evitar que os participantes partilhem os mesmos instrumentos, a não ser que sejam elementos da mesma família. Hoje até são já muitos os participantes que trazem os seus próprios computadores para o centro”, refere João Vieira, garantindo a higienização frequente dos espaços e equipamentos utilizados.

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