Braga, segunda-feira

Cinco doentes da região Sul internados em Braga

Regional

09 Fevereiro 2021

Marta Amaral Caldeira

Face à diminuição do número de internamentos, o Hospital de Braga recebeu cinco doentes de Lisboa e Vale do Tejo, ajudando a aliviar a pressão.

O Hospital de Braga recebeu este fim-de-semana cinco doentes com Covid-19 da região de Lisboa e Vale do Tejo, como forma de dar o seu “contributo” aos hospitais da área Sul do país que, neste momento, estão em grande pressão. A unidade hospitalar bracarense tem internados 141 doentes com Covid-19, 32 dos quais na Unidade de Cuidados Intensivos e os restantes 109 em enfermaria.
“No espaço de uma semana o número de internamentos baixou consideravelmente, fruto também das medidas de confinamento geral que foram adoptadas”, referiu João Porfírio Oliveira, presidente do Conselho de Administração do Hospital de Braga ao ‘Correio do Minho’.

O primeiro doente da região Sul chegou na passada sexta-feira, tendo sido transferido do Amadora Sintra para o Hospital de Braga e durante o resto do fim-de-semana chegaram mais quatro doentes.
“Face à diminuição do número de internamentos, manifestámos a nossa disponibilidade a outras Administrações Regionais de Saúde, nomeadamente de Lisboa e Vale do Tejo, de podermos receber alguns doentes perante a elevadíssima pressão que estão a sofrer, mas apenas na área de enfermaria e não nos Cuidados Intensivos”, sublinhou João Porfírio Oliveira.

“Apesar da nossa disponibilidade em ajudar a aliviar a pressão de outros hospitais, pedimos também que não nos enviassem doentes em estado crítico, para que não pusessem em risco a lotação da nossa Unidade de Cuidados Intensivos, que tem, neste momento, 32 doentes internados, o que significa já uma ocupação de 90 por cento”, explicou o responsável.

Analisando os dados reais, o presidente do Conselho de Administração do Hospital de Braga destaca que “o número de internamentos na nossa região baixou consideravelmente e continua a baixar, mas ainda sentimos alguma pressão nos Cuidados Intensivos porque há uma percentagem de doentes que pode piorar e vir a necessitar deste nível de internamento”.

A transferência de doentes Covid-19 tem sido efectuada para “unidades de retaguarda da região”, do sector social e privado, mas João Porfírio Oliveira sublinha que estes doentes que têm sido transferidos estão praticamente em situação “de alta” e só não vão para casa porque ainda não estão “negativos”.

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