Braga, segunda-feira

Cláudia Simões quer EEG mais relevante e impactante

Regional

10 Dezembro 2020

Redação

A presidência da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho volta a ser liderada por uma mulher - Cláudia Simões. Parceria com as empresas são uma prioridade.

É com a ambição de tornar ainda “mais relevante e impactante” a nível nacional e internacional a Escola de Economia e Gestão (EEG) da Universidade do Minho que Cláudia Simões foi, ontem, empossada na presidência para o triénio 2020/23. Maria do Céu Arena, Maria Filomena Brás e Beatriz Luz Casais assumem a vice-presidência. A investigação e desenvolvimento do conhecimento é um dos eixos prioritários enumerados pela nova presidente da EEG.

“O nosso objectivo é cultivar uma investigação competitiva, colaborativa com o tecido empresarial e com outras instituições e também com projecção internacional”, sublinhou a professora catedrática aos jornalistas, destacando que “o grande desafio da investigação é que ela é, hoje em dia, feita num contexto global com muita fluidez e rapidez e nós queremos estar nesse loop de partilha e de desenvolvimento do conhecimento”.

Frisando que “é um orgulho e uma honra” presidir à EEG, onde foi estudante de ‘Gestão de Empresas’ e onde realizou grande parte do seu percurso profissional também, Cláudia Simões promete que o seu projecto assentará sobretudo numa “cultura de trabalho coesa, colegial e numa gestão operacional mais eficaz e eficiente”.

Além de uma posta forte na investigação que se faz na EEG, a nova presidente tem também como prioridades quer o ensino/formação, quer a expectativa dos estudantes, apontando para uma “reestruturação” da oferta educativa num sistema mais abrangente que concilie a actividade online e presencial de forma a captar mais alunos nacionais e também internacionais. “Ao nível do ensino temos uma concorrência muito grande, temos essencialmente uma projecção regional e gostaríamos de levá-la ao nível nacional e cultivá-la cada vez mais no contexto internacional”.

A extensão à sociedade, potenciando as relações com os diferentes stakeholders e instituições regionais enquanto “parceiros estratégicos” para uma efectiva transferência do conhecimento, sobretudo para o tecido económico-empresarial; bem como a aposta numa nova forma de comunicar para o exterior o que de melhor se faz no seio da EEG são também outros dos grandes desafios que a nova presidência assume.

Cláudia Simões prometeu “trabalho árduo” e apelou ao envolvimento de todos, dentro da EEG e da UMinho para levar avante o objectivo a que se propõe que é também dar “maior relevância” à escola e aos seus cursos. “Temos muito trabalho pela frente, mas também muita vontade para o desenvolver”, asseverou.

O reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, presidiu à cerimónia de tomada de posse da nova presidência da EEG e comprometeu-se a dar um ‘espaço físico’ ao projecto ‘UMinhoExec’- uma Escola de Formação Executivos que pretende contribuir para a capacitação individual, de empresas e instituições. Aliás, o reitor da UMinho vê com ‘bons olhos’ a potenciação deste projecto, indicando que este vai precisamente de encontro ao objectivo do governo ao nível da formação de ‘quadros públicos’ - um dos imperativos do Programa Nacional de Investimentos 2030. Rui Vieira de Castro aponta já para a possível “contratação pública” da formação da EEG para o efeito, a partir de uma das suas áreas fortes - a de ‘Administração Pública’. O reitor agradeceu o trabalho do presidente cessante, Francisco Veiga, e apontou para a “continuação da valorização” da EEG através da acreditação, da captação dos melhores alunos e da interacção com a sociedade.

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