Braga, terça-feira

Cocktail cultural no Theatro Circo

Diversos

13 Setembro 2019

Lusa

Programação de cortar a respiração até ao final do ano, com expectativa de momentos de eleição. Paulo Brandão destaca que o Theatro Circo já é uma referência nacional e internacional.

Um cocktail. Os próximos meses prometem um verdadeiro banquete cultural no Theatro Circo. Momentos marcantes, há “coisas ainda escondidas”, como relatou Paulo Brandão, director artístico da emblemática sala bracarense, em conversa com o Correio do Minho, que a classificou como “uma referência nacional e internacional”.
 

“Tradicionalmente, nunca fomos submissos a uma ideia de programação que se solidifique no tempo e fique cristalizada. Temos vindo a transformar-nos conforme o mercado e aproveitando também aquilo que as pessoas procuram. Fazemos dessa gestão o sucesso do Theatro Circo”, asseverou Paulo Brandão. “Temos de estar atentos às tendências. Mesmo que não tenhamos casa cheia, muitas vezes, marcamos com o nosso cunho”, acrescentou ainda, considerando que “pelas vendas online conseguimos perceber que as pessoas vêm de todo o lado”. Para além disso, “Braga tem muitas ligações - familiares, sociais, históricas - e o Theatro Circo acaba por ser um pólo turístico da cidade. Os bracarenses, esses, estão sempre presentes”, constatou. Todavia, os números confirmam a fidelização à casa bracarense, uma vez que “nos últimos cinco anos” tem sido ultrapassado os “100 mil espectadores por ano”.
 

Assim, e depois do abraço à cidade na Noite Branca, este Setembro terá momentos como Courtney Marie Andrews e La Bamba este sábado; Tim Bernardes, no dia 25, que já está praticamente esgotado, num “espectáculo que vem do Brasil” de um “homem incrível em palco”. No dia 20, David Fonseca apresenta o seu novo disco, num trabalho, segundo Paulo Brandão, “diferente daquilo que tem feito”. “Trata-se de uma proposta muito inovadora, arrojada e com o uso de muita tecnologia”. No dia seguinte, sobe ao palco Carolina Deslandes para a apresentação do disco ‘As Blue as Red’. Há ainda a instrumentista Marta Pereira da Costa, que convida Tiago Bettencourt para actuar numa noite especial.
 

Recorde-se ainda que ontem à noite foi desvendado um segredo secreto, numa simbiose entre a dança e a linguagem gestual, que levou ao palco bailarinos surdos.
 

Até ao final do ano, o recheio é intenso, suculento e crocante. Em Outubro, Carlos do Carmo irá fechar “com chave de ouro a sua carreira”, naquele que “é supostamente o último espectáculo” de um intérprete único. No dia 31 de Outubro, num espectáculo que Paulo Brandão espera que “tenha muito público”, sobe ao palco do Theatro Circo numa dupla de Barcelona e do Chile. “Miss Nina e La Zowi propõem uma noite de dança, com música moderna, num estilo regatone que não tem entrado muito nas salas de espectáculos e mostra que as mulheres têm conseguido ter uma atitude de serem contrapoder e apelativas, algo que até era mais ligado ao rock”.
 

“Recordo que há dois anos tivemos Rosalía, que neste momento é uma estrela planetária. Na altura esgotou o Theatro Circo, mas só recentemente ganhou maior projecção, conquistando para Espanha um prémio nos Music Awards”, ressalva. “Miss Nina e La Zowi ainda não são muito conhecidas”, contudo Paulo Brandão acredita que vão tornar-se num êxito global. “Há jornais como o El País e o The Guardian a falar sobre a música delas, a chamar a atenção para o seu trabalho e isso, naturalmente, cria uma tendência”.
 

Novembro terá como um dos pontos altos a norte-americana Amanda Palmer. Igualmente praticamente esgotado. Conhecida por pertencer às Legend Dolls, é uma activista política, casa com um escritor da área do fantástico. Resultado? “Será um concerto único”, confessa Paulo Brandão, mostrando-se amplamente satisfeito, uma vez que “normalmente estes artistas só vão a Lisboa e Porto”.


Dezembro será, como tradicionalmente, um mês mais dedicado à comunidade, concretamente “às famílias e às próprias escolas”. “Vamos ter uma dupla francesa, que usa cordas e objectos suspensos. É uma espécie de Air Play”, destaca o director artístico do Theatro Circo.
 

As perspectivas são fortes para os últimos meses do ano numa das salas mais emblemáticas do país e que é considerada por muitos a mais bela. Em termos de números, o objectivo passa por manter a tendência dos 100 mil espectadores, “mantendo a identidade do Theatro Circo”, mas apresentando também outro tipo de produtos.

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