Braga, sábado

Colégio Dom Diogo de Sousa testa toda a comunidade educativa

Regional

06 Janeiro 2021

Redação

Num investimento de cerca de 30 mil euros, o Colégio Dom Diogo de Sousa vai testar toda a comunidade educativa. A instituição de ensino bracarense coloca-se na linha da frente da prevenção da doença, através da realização de 2.200 testes.

O Colégio Dom Diogo de Sousa vai testar toda a comunidade educativa.

Ao longo desta semana, 2.200 alunos, professores e funcionários que compõem o universo do Colégio Dom Diogo de Sousa vão ser submetidos a testes rápidos de antigénio para a Covid-19.

Trata-se de um investimento por parte da instituição, no valor de cerca de 30 mil euros, que António Araújo, administrador do Colégio Dom Diogo de Sousa, justifica “como mais um investimento do colégio no sentido da prevenção e da disseminação do vírus”.

Com o registo de alguns casos positivos no primeiro trimestre do ano lectivo e, por sugestão da Unidade de Saúde Pública de Braga, o Colégio decidiu avançar na testagem de toda a comunidade educativa. “Tivemos alguns casos no primeiro trimestre e estamos, absolutamente, convencidos que vem aí uma terceira vaga. É possível que alguns alunos estejam assintomáticos e depois venham a dar positivo e esses alunos serão postos em quarentena para prevenir a disseminação da doença”, afirmou António Araújo, acrescentando que “o ensino misto (presencial e à distância) prejudica os dois sistemas e como forma de tentar evitar este sistema resolvemos fazer a testagem”.

De salientar que no início do ano lectivo, o Colégio Dom Diogo de Sousa já tinha investido cerca de 300 mil euros em material de prevenção e disseminação da doença. “A pandemia sempre foi uma preocupação do colégio. Logo no arranque do ano lectivo, investimos imenso em máquinas de purificação de ar em todas as salas de aula e agora resolvemos testar toda a gente, pois entendemos que esta testagem vai diminuir a disseminação do vírus nesta terceira vaga”.

Com o aumento do número de casos na zona de Braga, António Araújo afirma que “o ensino à distância no colégio só será posto em prática, se o Ministério da Educação assim o entender e autorizar. Vamos esperar para ver”.

Em ano de “verdadeiro teste” à capacidade humana e de superação das dificuldades, António Araújo confessa que “é muito difícil trabalhar neste cenário de pandemia que nos convoca todos os dias para darmos mais de nós e excedermos, largamente, aquilo que pensamos que eram as nossas capacidades de trabalho. Tivemos que recorrer a um espírito de sacrifício ainda maior para dar resposta a todas as solicitações que são imensas”, exemplificando que, por dia, responde a uma média de 70 a 80 emails de assuntos relacionados com a pandemia que os encarregados de educação enviam com dúvidas de vária ordem. “Os períodos de trabalho alargaram-se. No final das aulas, os professores estão a responder a questões de alunos que se encontram em ensino à distância”.

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