Braga, sábado

Comércio de portas abertas às habituais trocas de presentes

Regional

27 Dezembro 2020

Redação

As ruas do centro da cidade encheram-se de gente para as habituais trocas de presentes. As lojas estão de portas abertas para receber os clientes que transportam alguns sacos para trocar as prendas que receberam na noite de 24.

A tradicional troca de presentes na noite do dia 24 de Dezembro dá lugar a outra troca no dia que se segue ao Natal.

Sandra Gomes e Mário Oliveira aproveitaram o magnífico dia de sol para ir à loja do Sporting Clube de Braga para trocar uma camisola do clube.

“Para já a troca é só esta da camisola do Sporting Clube de Braga. Aproveitamos o dia a seguir ao Natal para o fazer”, contou ao ‘Correio do Minho’ Sandra Gomes.

Conceição Lopes e Glória Lopes também quiseram aproveitar o dia de sol para trocar um casaco. “Quando há necessidade de trocar, venho logo no dia seguinte ao Natal. Este ano vim trocar o tamanho de um casaco que foi presente de Natal”, contou Conceição Lopes.

Quanto ao orçamento, disseram que foi idêntico ao do ano anterior e mesmo o Natal não teve alterações. “Somos os de casa, por isso, no nosso caso a pandemia não veio alterar nada”, disse Glória Lopes.

De portas abertas às trocas de presentes de Natal, os comerciantes disseram que “este é o dia tradicional das trocas e não há grandes alterações em relação ao movimento do ano anterior”.

Marta Quintas contou ao ‘Correio do Minho’ que não é habitual trocar imediatamente a seguir ao Natal. “Não costumo trocar no dia a seguir ao Natal, mas como vou para fora tive que aproveitar estes dias para vir. Normalmente, evito vir nestes dias, devido à confusão, mas este ano até está bastante calmo. Correu muito bem”, afirmou Marta Quintas.

Já Rosa Sousa disse que estava a apenas a acompanhar Marta Quintas confessou que deixa as troca para mais tarde. “Evito sempre estes dias. Hoje só vim acompanhar”, afirmou Rosa Sousa.

Maria Pereira encontrava-se numa fila para entrar numa loja, mas apenas para levantar uma encomenda. “Nunca venho neste dia. Excepcionalmente no dia de hoje venho a uma loja apenas para levantar uma encomenda. Este ano ano passei o Natal em Braga e estamos a aproveitar o dia de sol para passear”. Maria Pereira contou também que “este ano o Natal foi reduzido a seis pessoas, quando costumamos juntar cerca de 30 pessoas”.

Alice Faria e a filha levantaram-se bem cedo para fazer algumas trocas de presentes. “Para nós já faz parte da tradição, no dia a seguir ao Natal, ir ao centro da cidade para fazer as trocas. Há sempre alguma coisa para trocar. Nós gostamos deste ritual e, este ano, foi bem melhor, devido à pandemia foi menos confuso e conseguimos fazer as trocas tranquilamente”.

Pandemia estabelece nova ordem na troca de presentes de Natal

O habitual cenário de uma certa confusão no interior das lojas para trocar ou devolver aquele presente que lhe ofereceram e não lhe serve ou não gostou, este ano não aconteceu. A pandemia impôs uma ‘nova ordem’ que impede os habituais “atropelos’ que aconteciam em anos anteriores.

À porta das lojas, dezenas de pessoas formavam filas, com o devido distanciamento social, e a entrada fazia-se, ordeiramente, começando por desinfectar as mãos antes de efectuar a troca.

Os comerciantes disseram ao Correio do Minho que “as trocas estão a ser feitas com “mais tranquilidade”, devido às regras impostas pela pandemia da Covid-19. “Este foi o único efeito positivo da pandemia”, apontaram.

Para além do número limitado de pessoas no interior das lojas, o governo decidiu estender o prazo das trocas. Assim, as compras que foram realizadas até ao dia 25 de Dezembro, nos estabelecimentos comerciais aderentes a esta medida, têm um prazo para troca ou devolução alargado até 31 de Janeiro. Esta é mais uma medida do governo que visa evitar grandes aglomerações nas lojas.

Habitualmente, o prazo para trocar ou devolver é de 15 dias e, em algumas lojas, um mês. Este ano, há muitas excepções, devido à pandemia, com alargamento de prazos de trocas ou devoluções.

O governo rubricou um protocolo com as associações comerciais para permitir esta margem no prazo de trocas. Os apelos do governo foram sempre no sentido de comprar o mais cedo possível e agora dar a possibilidade de trocar com prazo mais alargado.

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