Braga, terça-feira

Como se diz fortaleza em italiano?

Desporto

17 Fevereiro 2021

Joana Russo Belo

SC Braga prepara a recepção à Roma de Paulo Fonseca com um tónico extra: Guerreiros do Minho nunca perderam, em casa, frente a adversários italianos

É uma pedreira, verdadeiramente, em versão fortaleza quando pela frente encontra adversários italianos. Em véspera da recepção à Roma, em jogo da primeira mão dos 16 avos-de-final da Liga Europa, a ambição dos Guerreiros do Minho em passar a eliminatória ganha outro tónico quando se analisa o percurso europeu dos arsenalistas, nos confrontos com equipas transalpinas. É caso para perguntar: como se diz fortaleza em italiano?

Os dois clubes - que atingem os 16 avos-de-final pela segunda época consecutiva - encontram- -se pela primeira vez nas competições europeias, naquele que será um reencontro do SC Braga com o antigo técnico Paulo Fonseca, mas no histórico da equipa minhota há já vários duelos com adversários de Itália e com a particularidade de o SC Braga nunca ter perdido em casa frente a visitantes italianos, somando duas vitórias e um empate, e ter ganho as três últimas eliminatórias a duas mãos diante de conjuntos da Serie A.

A equipa bracarense eliminou o Chievo e o Parma da então Taça UEFA de 2006/07 e, mais recentemente, a Udinese no play--off da Champions, em 2012/13, no desempate por penáltis.

Recuando na história, o primeiro confronto entre guerreiros e italianos aconteceu em Setembro de 2006, na altura com precisamente Carlos Carvalhal no comando técnico. O SC Braga recebeu o Chievo
Verona na primeira mão da primeira ronda da Taça UEFA e venceu, por 2-0, com golos de Paulo Jorge e Wender, de penálti.

Na segunda mão, em Verona, no Estádio Marc Antonio Bentegodi, o Chievo empatou a eliminatória com golos de Simone Tiribocchi e Denis Godeas, levando o encontro para prolongamento, onde Wenderassumiu papel de destaque. Aos 104 minutos, o avançado carimbou a vitória e o apuramento histórico para a fase de grupos (ver páginas 16 e 17).

Nessa mesma época - mas já sem Carvalhal, que saiu do clube em Novembro, num ano atípico com três treinadores - a sorte ditou novo encontro com italianos nos 16 avos-de-final, desta vez com o Parma de Claudio Ranieri. Na primeira mão, em Braga, Zé Carlos apontou o golo do triunfo, aos 81 minutos, e lançou a equipa então comandada por Rogério Gonçalves na eliminatória. Em Parma, no segundo duelo - já com Jorge Costa como novo treinador - o SC Braga venceu com um golo de Diego Costa, aos 89 minutos. Os arsenalistas mediram depois forças com o Tottenham, nos oitavos- -de-final e foram eliminados após uma derrota por 2-3, em casa, e 3-2, em Inglaterra.

Na temporada 2008/09, o SC Braga de Jorge Jesus foi a Itália perder no Giuseppe Meazza frente ao Milan, fruto de um golo de Ronaldinho, aos 90 minutos, em jogo da fase de grupos da Liga Europa.

Os últimos confrontos datam da época 2012/13, no play-off da Liga dos Campeões. Na era de José Peseiro, o SC Braga recebeu a Udinese e empatou a uma bola, com golos de Ismaily e Dusan Basta. Na segunda mão, em Itália, Pablo Armero e Rúben Micael apontaram os golos que deram o empate e levaram o jogo para a decisão das grandes penalidades. Guarda-redes Beto defendeu um penálti de Maicosuel e Rúben Micael foi o herói ao marcar a grande penalidade decisiva que confirmou a passagem à fase de grupos da prova milionária.

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